Prefeitos do Norte de Médio-Norte mato-grossense articulam verbas junto à União para reparos nos estragos, principalmente nas estradas, causados pelas constantes chuvas. Os que já decretaram situação de emergência dão início aos trâmites burocráticos e os que ainda não, conhecem quais os procedimentos necessários. Na sexta-feira (28), inclusive, ocorreu uma das últimas reuniões com representantes da Defesa Civil, em Lucas do Rio Verde, que instalou um “centro” de atendimento em Sorriso. Em Ipiranga do Norte, por exemplo, onde já foi decretado emergência, o prefeito Pedro Ferronatto (PTB) acredita que os reparos podem demorar até um ano para serem finalizados. “Vai ficar um passivo pós-enchente, é com isso que o pessoal tem que se preocupar um pouco. Levando-se em consideração o que temos de pontes destruídas, bueiros, crateras, estradas, vamos ter que trabalhar o ano inteiro para recuperar.  A União não vem com recursos e o Estado está só prometendo. Então, os municípios da região vão ter que arcar praticamente com as despesas sozinhos no próximo ano”, disse. “Decretei estado de emergência, estou pronto para receber recursos do governo federal. Vamos ser se esse ano vai concretizar, do Estado e da União”, acrescentou. A situação é a mesma em Claudia, onde também foi decretado emergência. “Nosso município foi bastante atingido devido às chuvas desse ano, foram muitas, já decretamos estado de emergência e agora estamos aguardando a defesa civil fazer uma visita para ver o que vai  ser feito. Nós vamos ter muitas estradas para serem recuperadas, pontes que rodaram com a força das águas, e a há parte da população ainda ilhada, passando por lugares estreitos para pode sair”, disse o prefeito João Batista. No município Tapurah, o prefeito Luiz Eickhoff (PDT) destacou também erosões. “Tivemos bastantes prejuízos na questão da agricultura, soja algodão, milho. Estradas, tivemos problemas no tráfego. Estamos levando ao conhecimento da Defesa Civil. Temos também uma erosão próximo ao perímetro urbano que estamos colocando como prioridade dentro dessa solicitação ao governo federal”, afirmou. Na cidade já foi decretado emergência. O prefeito de Santa Rita do Trivelato, Hugo Garcia (PSD) destacou o dilema vivido principalmente no transporte. Na cidade também foi decretado emergência. “Coma as outras cidades, Trivelato também vem sofrendo com as chuvas, até porque nossas características são idênticas. Consequentemente um município agrícola, que depende de transporte, com essa situação das chuvas, típica, da forma que aconteceu, estamos sendo muito prejudicados com estradas, pontes”. Os prefeitos de todos esses municípios ainda aguardam visita da defesa civil, que faz o levantamento dos estragos e danos. É ele que serve como parâmetro para liberação de verba pelo governo federal.

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