A bolsa brasileira recuou 1,07% nesta quarta-feira (5), precificando preocupações com a economia da China e a tensão envolvendo a Ucrânia, após o feriado de Carnaval ter mantido os mercados fechados no início da semana e nesta manhã.

O Ibovespa fechou a 46.589 pontos, fortemente pressionado pela queda de mais de 3% das ações da mineradora Vale. O giro financeiro do pregão foi de 3,98 bilhões de reais.

As ações preferenciais da mineradora Vale tiveram sua maior desvalorização em quase dois meses, de 3,37 por cento, afetadas pelo preço do minério de ferro no mercado asiático. Os preços da commodity caíram para o nível mais baixo desde o final de junho, pressionados pela demanda menor do maior consumidor global, a China.

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“O mercado vai começar com força mesmo amanhã, mas para hoje o cenário é negativo… Na China, foi anunciado que a meta de crescimento econômico para 2014 ficou no mesmo número do ano passado”, disse à agência de notívcias Reuters o operador de renda variável Luiz Roberto Monteiro, da Renascença DTVM.

A China prometeu travar uma guerra contra a poluição e reduzir o ritmo dos investimentos para buscar uma expansão mais sustentável, com seu primeiro-ministro, Li Keqiang, afirmando que a meta de crescimento econômico para este ano é de 7,5%. A China cresceu 7,7% em 2013, um pouco acima da meta estabelecida para o ano, de 7,5%o.

Também afetados por tais preocupações, os papéis da Bradespar, que tem participação na Vale, e de siderúrgicas produtoras de minério de ferro recuaram, com destaque para CSN, cujo balanço trimestral desagradou o mercado na sexta-feira.

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A bolsa brasileira precificou ainda ainda tensões envolvendo a Ucrânia no início da semana, quando a iminência de um ataque da Rússia contra o país provocou turbulências nos mercados globais.

Os ADRs brasileiros negociados em Nova York tombaram 2% na segunda-feira, tendo registrado certa recuperação na terça, mas sem apagar totalmente as perdas.

“As tensões agora aliviaram um pouco, mas é um cenário que desequilibra todos os mercados no curto prazo”, disse à Reuters o sócio da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira.

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