Para muitos trabalhadores da educação o agendamento da aposentadoria é parte mais difícil do processo para conseguir o merecido descanso. Enquanto o atendimento em si dura de 15 a 30 minutos, o agendamento pode demorar meses mesmo com a insistência constante dos servidores. Em março de 2013 o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) formalizou uma reclamação junto à Secretaria de Estado de Administração, porém, um ano depois o problema ainda continua.

No telefone gratuito disponibilizado pela SAD é difícil até mesmo conseguir ser atendido. Muitos trabalhadores relataram ao Sintep/MT que precisam ligar mais de 20 vezes para poder falar com um atendente, que justifica a impossibilidade do agendamento naquele horário por causa do sistema que não está disponível ou porque não são marcados agendamento naquele dia.

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A saga dos servidores que já possuem tempo de contribuição e idade, mas que não conseguem se aposentar pode se seguir por vários meses, como o que aconteceu com a professora Neuza Cabarran, em Cuiabá. Ela precisou de 4 meses para agendar uma data e só conseguiu porque contou com o apoio da família que também ligava para o telefone informado pela SAD, o único meio de se marcar o agendamento.

De acordo com o secretário de Finanças do Sintep/MT, Orlando Francisco a demora no atendimento aos servidores esconde outros problemas no órgão. “Estamos com vários problemas com relação ao sistema previdenciário, onde hoje há apenas o repasse do montante das contribuições, sem o detalhamento da contribuição de cada servidor ao fundo previdenciário. Como não há como provar a contribuição de cada servidor, o Estado atrasa o atendimento para não ter que lidar com os problemas mais graves”.

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Para o presidente do Sintep/MT, Henrique Lopes do Nascimento, a SAD mostra descaso com os trabalhadores porque não apresentou nem mesmo uma justificativa para o problema. “Na reunião, o então secretário Francisco Faid nos disse que desconhecia o problema, mas que iria resolver a demanda. Um ano e muitos ofícios depois nada foi feito e não recebemos qualquer posicionamento da Secretaria”.

O Sintep/MT também acionou o Ministério Público do Estado sobre o problema, mas não recebeu nenhuma resposta do órgão.

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