Até o ano passado, quem comparecia ao Albert Park para acompanhar o GP da Austrália precisava de protetores de ouvido para não ficar surdo com o ronco dos antigos e “raivosos” motores V8 da Fórmula 1. Mas com a nova geração de motores V6 turbo, que estreiam nesse fim de semana, os protetores auriculares são artigos dispensáveis em Melbourne. Assim que os primeiros carros rasgaram a reta, começaram os comentários do público: o barulho dos novos motores é muito baixo. E a grande maioria do público parece que vai demorar um pouco a se acostumar com o novo som da F-1. Como bom fã de rock n’ roll, o inglês Robbie Fletch, de 49 anos, que acompanha a F-1 desde 1970 e está em seu quinto GP da Austrália, admitiu preferir um tipo de som mais poderoso:

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– Mal dá para ouvir o barulho. Quando estava chegando, vi os carros no telão e nem acreditei que já estavam na pista. Preferia o som dos carros do ano passado. Eram mais violentos, mais agressivos – lamentou.

O som dos novos motores V6 turbo 1.6 litro são mais graves que os V8 aspirados 2.4 litros, porém, mais baixos. A queda do volume se deve ao menor número de cilindros e de potência. São 600 hp, contra 740 hp dos V8, que empurraram os carros da F-1 de 2006 a 2013. Além disso, o giro caiu de 18 mil rpm para 15 mil rpm. O australiano Travis Smiths foi ainda mais no passado, e lembrou dos ainda mais altos V10, que foram usados de 1989 a 1994:

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– São terríveis. Estão muito baixos. Todo mundo está comentando. Eu preferia mesmo era os V10. Eram mais barulhentos até que os V12 – disse o torcedor.
Sua companheira, Stacey Bucks, porém viu um lado positivo com o som mais baixo dos V6.
– É bom para o bebê! – brincou a torcedora, que nem precisou utilizar o fone protetor no pequeno Jenson, de apenas 5 meses, que, claro, está em seu primeiro GP da Austrália.

Pouco depois de acabar o primeiro treino livre da F-1, os carros da V8 Supercars, a Stock Car australiana, foram para a pista. E assim que cortaram a reta com seus estrondosos motores, deixaram ainda mais evidentes o baixo som dos V6 turbo.
– Fiquei desapontado. Preferi o som desses carros de agora (V8 Supercars). São muito mais potentes – comparou o australiano Steven Davies, de 50 anos, que assiste a corrida da F-1 pela segunda vez em Melbourne.

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Resta saber se no domingo, quando os 22 carros rasgarem a reta na largada do GP da Austrália ao mesmo tempo, a sinfonia dos novos V6 turbo tire um pouco dessa primeira impressão dos torcedores. A corrida está marcada para as 3h (horário de Brasília) com transmissão ao vivo da TV Globo. Os treinos livres para o GP da Austrália seguem na madrugada de sexta para sábado, a partir das 0h00, com exibição do SporTV.

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