“Aquela grandona lá que é a melhor do mundo né?”, questiona Joseílton Cruz, um funcionário da agência dos Correios, que recebeu a visita da seleção brasileira de handebol nesta terça-feira, em Aracaju. Ele se referia a Eduarda Idalina Amorim, a Duda, de 1,86m e que estava interessada em aprender como era o trabalho de Joseílton. A melhor jogadora do último Mundial, vencido pelo Brasil, na Sérvia, ainda é pouco conhecida em seu país, mas na Hungria, onde atua, ela é uma estrela.

– Lá o pessoal é fanático por handebol, é que nem o futebol por aqui. Tem gente que gasta todo o salário seguindo nosso time, indo em jogos na Rússia, na Dinamarca. Eu ando pela cidade e sou parada pelos torcedores, se estou em um restaurante, o pessoal vem me elogiar e até me cobrar, porque lá eles entendem muito de handebol – comenta a número 18 da seleção brasileira.

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Nos próximos dias 3 e 4 de maio, a brasileira vai disputar as finais da Liga dos Campeões da Europa, principal torneio de handebol interclubes do mundo. O time dela, o Györi Eto KC, é o atual campeão e busca o bicampeonato jogando praticamente em casa, já que as partidas decisivas serão realizadas em Budapeste, a menos de 100km da cidade do clube de Duda.

No Brasil desde o último domingo, a catarinense de Blumenau deu alguns autógrafos na cidade de Aracaju, em Sergipe, onde a seleção está reunida para uma semana de treinos e ações promocionais. Ela tirou algumas fotos com os fãs e levou na brincadeira algumas perguntas não tão convencionais na Hungria:

– É interessante, é um carinho muito legal, quero me acostumar com isso aqui no Brasil também. Sou mais conhecida na Hungria do que aqui. O pessoal pergunta se jogo no ataque ou na defesa, esse tipo de coisa de quem ainda está aprendendo sobre a modalidade. Mas é muito bom esse carinho – sorri a jogadora, se referindo ao fato de, no handebol, todas as atletas atacarem e defenderem.

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Em um lugar do Brasil, porém, Duda garante que é reconhecida: na sua cidade natal, Blumenau, em Santa Catarina. Segundo a atleta, até o pai dela é famoso por lá:

– Em Blumenau o pessoal me acompanha mais. Meu pai vai andar de manhã, e o pessoal fala com ele. No dia do Mundial então, ele virou celebridade por lá. E sem contar que a cidade é um pólo do handebol nacional, então sou mais conhecida mesmo – explica a jogadora.

A seleção brasileira está reunida, mas a cabeça de Duda está na fase final da Liga dos Campeões. São quatro equipes no Final Four da competição. Os duelos começam no sábado, dia 3 de maio. O Gyori enfrenta o Midtjylland Håndbold, da Dinamarca, e na outra semifinal o Vardar, da Macedônia, duela com o Budúcnost, de Montenegro. No dia seguinte, os vencedores se enfrentam pelo título mais importante do handebol.

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– Aqui no Brasil eu tento trocar o foco para a seleção, mas também não posso esquecer de lá. O Morten (Soubak) deixou até eu encaixar uns treinos que estava fazendo lá – garante Duda, titular absoluta da equipe brasileira e do time húngaro.

A seleção brasileira se reunirá outras duas vezes ainda neste semestre, mas apenas para treinos. A principal competição do ano já foi disputada, os Jogos Sul-Americanos, no Chile, em que o Brasil conquistou o ouro, e até o fim da temporada o time jogará apenas amistosos.

 

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