A Prefeitura Municipal de Rondonópolis tem 147 obras paradas ou com prazos ‘estourados’ para a conclusão das mesmas. O tempo vai desde a gestão de Adilton Sachetti aos dias atuais. Os dados são do sistema Geo-Obras do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O valor total é de R$ 118,4 milhões.

Há obras com atrasos de 11 dias para a entrega da obra da conservação e manutenção da Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social. O valor é de R$ 21 mil e o contrato foi assinado em 25 de novembro de 2013. A obra teve início em 06 de janeiro deste ano e deveria ser entregue em 06 de março. Conforme o sistema de controle de obras do TCE, a empreiteira já recebeu os recursos.

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A pavimentação asfáltica nos bairros Boa Esperança e Belo Horizonte e drenagens pluviais do bairro Boa Esperança tinha o valor de R$ 979,3 mil e foi iniciada em 21 de julho de 2005. O contrato foi assinado em 17 de maio de 2005.

A obra tinha prazo para entrega em 16 de janeiro de 2006. A obra está com 2.982 dias de atraso, conforme o TCE.

A reforma no Centro de Saúde do Nossa Senhora do Amparo que está previsto consumir R$ 60,9 mil de recursos públicos era para ser inaugurado em 23 de fevereiro e está com 22 dias de atraso. A obra iniciada em 28 de agosto do ano passado e tinha três meses de prazo de conclusão.

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O prazo foi aditado em mais 90 dias e a empreiteira já recebeu R$ 27,7 mil em medições.

Conforme o secretário de Controle Externo de Obras e Serviços de Engenharia do TCE, André Luiz Souza Ramos, explicou que muitos atrasos nos cronogramas ocorrem pela demora na execução das obras, mas também pela falta de atualização do sistema Geo-Obras pela prefeitura.

“Rondonópolis é um município grande e podem ocorrer as duas situações. Há dados desatualizados e às vezes a obra avançou, mas os dados não foram colocados no Geo-Obras” diz.

Ele explicou que nem sempre atraso em obras pode gerar em reprovação das contas municipais. “A prestação de contas é um conjunto. Mas não abastecer o sistema Geo-Obras para que o cidadão possa fazer o acompanhamento da execução de obras pode gerar multas ao gestor público”, fala.

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