Com mais de 70% dos votos, a Assembléia geral de credores aprovou a venda das Usinas Pantanal e Jaciara a empresa Porto Seguro Negócios Imobiliários S/A. O processo de recuperação judicial também foi aprovado na votação, que aconteceu nesta sexta-feira (07), no Centro de Eventos Jovelina Maria de Almeida, em Jaciara. A ratificação depende agora da homologação do Juiz José Eduardo Mariano.

Além da aquisição da Unidade Produtiva Isolada (UPI), a partir da confirmação a companhia já assume a folha de pagamento do mês de março desse ano. “A UPI é a venda dos ativos, então a empresa que comprou assume todos os débitos trabalhistas, os quirografários e os garantia real. Já o fisco fica com o CNPJ dos antigos donos”, explicou diretor jurídico Reinaldo Toledo Maluli.

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Em meio as suas exposições e considerações, a Porto Seguro, que disputou a compra com a Pérola Distribuidora e Logística Ltda, aumentou a proposta em 10 milhões de reais, ou seja, finalizou o valor em 210 milhões de reais. “Isso foi pra gente não prejudicar os credores quirografários e nem os de garantia real. Tinha outro compromisso, que foi firmado com o representante das usinas recuperadas, que elaborou o plano de recuperação, e nós tínhamos a obrigação de honrar com eles. Nós preferimos assumir, aumentando o valor da proposta para não prejudicar os demais credores”, esclareceu o diretor presidente do empreendimento, Michael Hebert Matheus.

A produção de etanol de milho também poderá ser uma nova realidade integrada a produção alcooleira local. Segundo Michael, a novidade agrega valor produtivo e rentabilidade. “Nós acreditamos muito no projeto de etanol de milho, e acreditamos que é um projeto excelente, pois nós temos uma quantidade muito boa de milho no Mato Grosso, com um preço interessante para o produtor e para a usina”, argumentou.

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Responsável por aproximadamente 70% da economia do município, que atrela o Vale do São Lourenço, o setor sucroalcooleiro movimenta a matriz econômica da região. O processo de recuperação judicial das usinas, aceito em 2009 pela Justiça, vinha sendo alvo de decisões judiciais diversas, que já determinaram, desde a falência da empresa, devido ao suposto não cumprimento do plano de recuperação, até a decretação de nulidade de todos os atos referentes ao processo.

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