Quando Ayrton Senna morreu, em 1º de maio de 1994, Daniil Kvyat – o caçula da Fórmula 1 atual – era um recém-nascido de apenas cinco dias. Em uma temporada onde a média de idade é de 27 anos, poucos era crescidos o suficiente para ter noção dos feitos do brasileiro nas pistas. Mais experientes, pilotos como Fernando Alonso e Lewis Hamilton nunca esconderam ter Senna como ídolo. Até os mais jovens, como Sergio Pérez, também o têm como referência. E a maioria daqueles que eram muito crianças na época buscaram depois saber da importância do brasileiro na história da categoria.

Um dos mais velhos do grid atual, com 32, Fernando Alonso é um dos que teve o privilégio de acompanhar a F-1 de Senna. Com um pouco de dificuldade, na verdade. Primeiro espanhol de sucesso na categoria, o piloto da Ferrari já corria de kart, mas a categoria ainda não era muito popular no país. Mesmo assim, em entrevista ao GloboEsporte.com, ele confirmou ser fã confesso do brasileiro, com direito até a pôster no armário quando era adolescente.

– Era o piloto que eu mais gostava, era meu ídolo. Na Espanha não se via muito Fórmula 1. Nas casas não se via direto. Na madrugada é que se via as notícias, os pequenos resumos das corridas. E eu sempre via o carro da McLaren com o capacete amarelo que ganhava todas as corridas e essa imagem me agradava muito. Quando eu tinha uns sete anos, no armário de roupas havia um pôster de Ayrton na porta. E 2014 é um ano triste nesse sentido de quantos anos ele não está. Mas será para sempre o melhor piloto do mundo – disse o bicampeão.

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Outro que sempre se declarou fã de Senna é Lewis Hamilton. Quatro anos mais jovem que Alonso, o britânico ainda pôde acompanhar os últimos anos da carreira de Ayrton. O suficiente para tomar o brasileiro como maior referência. Tanto que do kart à F-1, a pintura de seu capacete é inspirada diretamente na de Senna.

– Ele sempre foi meu piloto favorito. Quando eu era criança, eu tinha todos os livros, via todos os vídeos. Ayrton era o piloto que eu me espelhava, mesmo antes de começar a correr. Ele me inspirou a ser piloto. Ele é uma lenda. Você ainda pode aprender coisas sobre pilotagem. Você gosta de imaginar de um dia ser reconhecido como alguém que foi capaz de pilotar parecido com ele – contou o piloto da Mercedes.

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Com 33 anos, o brasileiro Felipe Massa também teve a chance de ver as conquistas de Senna nas pistas. E como compatriota, foi ainda mais impactado pelos feitos de Ayrton:

– Ele foi um dos maiores esportistas produzidos pelo Brasil, talvez ao lado do Pelé. E a tragédia ajudou a ampliar esse mito. Ele foi o mais completo piloto que já surgiu e será sempre lembrado, principalmente por aqueles que o viram correr e vão transmitir toda essa admiração à garotada que nem era nascida ou era muito nova quando ele morreu.

Outro grande fã de Senna é Sergio Pérez, de 24 anos, atualmente Force India. Quando foi apresentado pela McLaren, no ano passado, não escondeu a empolgação de defender a equipe em que o brasileiro fez história.

– Ele é o melhor piloto da história da F-1 e um grande ser humano. Sua habilidade na pista, mais seu lado humano fez dele uma grande pessoa. Ayrton é um piloto que foi bem-sucedido no esporte. Apesar de e ser muito novo quando o conheci, e pouco me lembrar de sua morte, sempre fui inspirado por sua trajetória, seu estilo e sua paixão pela F-1.

E até Daniil Kvyat, aquele que era apenas um recém-nascido em 1994, sabe da importância de Senna para a categoria.

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– Comecei a assistir Fórmula 1 quando Michael Schumacher estava ganhando tudo, e passei a acompanhá-lo desde então. Mas obviamente, Senna foi um dos maiores pilotos da F-1. Eu não era nem nascido quando ele estava no auge da carreira, mas conheço a história do esporte. Ele foi responsável por muito do desenvolvimento da F-1. E depois de sua morte, muitas coisas melhoraram no quesito segurança.

Outro jovem piloto que procurou estudar a carreira de Senna é o britânico Max Chilton, de 23 anos, da Marussia:

– Simplesmente uma lenda. Eu só tinha três anos quando ele morreu, mas como eu também cresci perseguindo meu sonho de pilotar, eu assisti e li bastante sobre Ayrton. A história dele é incrivelmente poderosa, e sim, ele foi, sem dúvidas, uma inspiração para mim.

Semana #SennaSempre

Nesta semana em que se completam 20 anos do adeus a Ayrton Senna, o GloboEsporte.com apresenta matérias especiais e entrevistas exclusivas em homenagem ao ídolo brasileiro, além de cobertura “in loco” do “Ayrton Senna Triubute 1994/2014”, evento de quatro dias que será realizado em Ímola em memória ao tricampeão. Fique ligado e confira tudo em nossa página especial “Senna para Sempre”.

 

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