Após um início amargo da Ferrari na temporada 2014 de Fórmula 1, em que o time italiano não subiu ao pódio em nenhuma oportunidade, Stefano Domenicali sucumbiu à pressão e deixará de ser chefe da escuderia de Maranello. Apesar de permanecer na companhia, o italiano dará lugar a Marco Mattiacci, chefe executivo da marca na América do Norte.

Apesar de Domenicali ter conquistado o título de construtores em sua primeira gestão, em 2008, ele nunca conseguiu que um piloto vencesse o Mundial de Pilotos, com Felipe Massa perdendo o título daquele ano para Lewis Hamilton na última curva. Enquanto isso, Fernando Alonso deixou o campeonato escapar por pouco, para Sebastian Vettel, em 2010 e 2012. Stefano assumiu toda a responsabilidade pelo fraco desempenho da equipe.

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– Existem momentos decisivos na carreira de todo o profissional em que é necessária a devida coragem para tomar decisões difíceis. É hora de uma mudança significativa e, como chefe, eu sou completamente responsável pela situação atual do time. A decisão foi tomada com o intuito de sacudir as coisas para o bem da equipe. Eu espero que a Ferrari volte para o lugar em que ela merece estar. Só lamento não termos sido capazes de colher o trabalho duro que plantamos ao longo dos últimos anos – afirmou Stefano, que iniciou sua carreira na companhia do cavalinho rampante em 1991.

O presidente do time, Luca di Montezemolo, elogiou a atitude de Domenicali ao pôr os interesses do time acima dos próprios. O mandatário aproveitou para desejar as boas vindas ao novo chefe.
– Eu agradeço ao Stefano, não apenas pela sua dedicação e esforço, mas pelo grande senso de responsabilidade que tem demonstrado, sempre colocando os interesses da Ferrari acima de todos. Tenho uma grande estima por ele e o vi crescer profissionalmente ao longo dos 23 anos em que temos trabalhado juntos. Eu desejo a ele todo o sucesso em seu futuro. Também desejo o melhor para Marco Mattiacci, que é um excelente gestor e conhece a companhia muito bem. Ele aceitou o desafio com entusiasmo – disse.

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Com as novas regras da F-1, introduzidas em 2014, a Ferrari viu uma oportunidade de voltar ao topo devido às vantagens que os fabricantes de motores teriam pela maior importância que os propulsores teriam nesta temporada. No entanto, enquanto a Mercedes imprimiu um claro domínio nas três primeiras corridas, o time italiano se viu lutando por posições no meio do grid, bem longe do topo.

No último GP, o do Bahrein, a dificuldade da escuderia em acompanhar os líderes ficou evidente, com Fernando Alonso e Kimi Raikkonen terminando em nono e décimo, respectivamente, em um carro que sofre com a clara falta de potência. A horrível prova no circuito de Sakhir não poderia ter acontecido em momento pior, já que, dias antes, o presidente da Ferrari havia criticado fortemente a mentalidade sustentável da F-1. O mandatário compareceu para assistir à prova, mas deixou o autódromo irritado, antes do fim, ao ver o quanto seus pilotos sofriam para terminar a etapa.

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