Os brasileiros gastaram em viagens internacionais US$ 1,838 bilhão em março, enquanto os viajantes estrangeiros deixaram no país US$ 535 milhões. Com isso, a conta de viagens internacionais do balanço de pagamentos do Brasil ficou negativa em US$ 1,302 bilhão no mês passado, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC).

Nos três primeiros meses do ano, a situação não é diferente. Enquanto os brasileiros tiveram uma despesa de US$ 5,874 bilhões em viagens internacionais, o estrangeiros deixaram no país US$ 1,771 bilhão. Liquidamente, a conta de viagens internacionais é deficitária em US$ 4,103 bilhões no ano até março.

Para o ano, o BC estima que a conta líquida de viagens internacionais seja deficitária em US$ 18,5 bilhões.

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Na análise do BC, já existe uma mudança de padrão na conta de gastos com viagens internacionais, cujos gastos vêm se mantendo praticamente estáveis em relação a 2013, quando essas despesas subiram. “As despesas de viagens dinham crescendo de forma expressiva e vemos uma alteração agora no primeiro trimestre”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. Segundo ele, esse comportamento também deve favorecer o resultado das transações correntes.

De acordo com Maciel, esse movimento nos gastos de turistas brasileiros no exterior reflete a depreciação do dólar ainda no ano passado e o efeito que a apreciação atual terá nesses gastos ainda não está claro. “Isso ocorre com alguma defasagem, pois as viagens internacionais são normalmente programadas com alguma antecedência”, explicou.

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Em abril, até o dia 23, o saldo da conta de viagens mostra déficit de US$ 1,215 bilhão, com receitas de US$ 387 milhões e despesas de US$ 1,602 bilhão.

Na análise de Maciel, o câmbio é o principal fator para explicar essa estabilidade nos gastos de viagens. Segundo ele, a cobrança de IOF sobre operações em cartões de crédito, “se tiver algum efeito, é marginal”.

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