O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (24), diante da entrada de dólares no Brasil e da constante atuação do Banco Central no câmbio, mas as preocupações sobre a crise na Ucrânia evitaram quedas maiores.

A moeda norte-americana perdeu 0,46%, para R$ 2,2158 na venda.

Na semana, a desvalorização está acumulada em 0,89% e no mês, em 2,36%. No ano a queda é de 6,01%.

No Brasil, o dólar caiu mais forte pela manhã à mínima de R$ 2,2139, por conta da entrada de moeda americana no país e da atuação do BC. A vinda de dólares para o país e a venda da divisa pelo BC fazem com que o preço da moeda caia, já que há maior oferta.

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“Os fluxos (de entrada de dólar) para o Brasil continuam fortes e o BC continua colocando mais dólares no mercado. Parece que vai utilizar o câmbio como uma ferramenta para não haver pressão sobre os preços”, disse à Reuters o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

O mercado doméstico tem visto amplas entradas de recursos recentemente, tanto via investimentos estrangeiros diretos quando em portfólio. Só na semana passada, o superávit ficou em US$ 2,375 bilhões.

Pela manhã, o BC deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Foram 1,2 mil contratos para 1º de dezembro deste ano e 2,8 mil para 2 de março do próximo, com volume equivalente a US$ 198,2 milhões.

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Em seguida, também vendeu a oferta total de até 10 mil swaps em leilão para rolagem (adiamento da data de vencimento) dos contratos que vencem em 2 de maio. Até agora, o BC já rolou cerca de 74% do lote total, que corresponde a US$ 8,733 bilhões.

Alguns analistas citaram ainda notícia do jornal “Valor Econômico”, segundo a qual o atual presidente do BC, Alexandre Tombini, “está na prateleira” para substituir Guido Mantega como ministro da Fazenda, o que poderia acontecer já neste ano, embora essa especulação já circulasse no mercado há meses.

No exterior, “a situação na Ucrânia continua preocupando o mercado, e mexeu com as moedas lá fora”, disse à Reuters o operador de câmbio da corretora B&T, Marcos Trabbold.

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Forças ucranianas enfrentaram militantes pró-russos nesta quinta-feira ao se aproximarem de Slaviansk, cidade controlada por separatistas, e mataram até cinco pessoas, enquanto o presidente russo Vladimir Putin alertou sobre as “consequências” se Kiev usar o exército contra a população.

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