O dólar comercial opera perto da estabilidade nesta quarta-feira (2). Perto das 14h, a moeda norte-americana tinha alta de 0,35%, a R$ 2,2715 para a venda.

“O dólar em relação ao real está muito baixo e o mercado está se ajustando, em busca de novos referenciais, de um novo piso e um novo teto”, disse à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca, que vê piso no nível de R$ 2,25.

Em março, a divisa norte-americana acumulou queda de 3,22%, maior baixa mensal em seis meses, pressionada pelo quadro de entrada de recursos externos no Brasil, atraídos pelos altos rendimentos proporcionados pelos juros elevados.

Isso alimentou avaliações de que o nível de R$ 2,25 pode se mostrar um piso informal. A tese é que, apesar de ajudar o combate à inflação, o dólar mais barato tende a prejudicar as exportações e, portanto, desagradaria o governo.

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Esse cenário de ingresso de recursos pode até ganhar força se as expectativas do mercado se confirmarem e o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, a 11%, nesta quarta-feira. O Copom anuncia sua decisão após o fechamento.

Nos mercados internacionais, o dólar também se valorizava contra outras moedas, após o setor privado dos EUA abrir 191 mil vagas em março, levemente abaixo das expectativas.

“Essa questão dos juros lá fora tende a ser o grande pano de fundo dos mercados globais, pelo menos até o ‘payroll'”, disse o tesoureiro de um banco internacional referindo-se aos dados que o governo norte-americano divulga na sexta-feira sobre o mercado de trabalho, como taxa de desemprego e folha de pagamento fora do setor agrícola.

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Investidores querem buscar informações que possam deixar mais claro quando o Federal Reserve, banco central norte-americano, deverá subir a taxa básica de juros no país.

Pela manhã, o Banco Central deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de 4 mil swaps cambiais, que equivalem à venda futura de dólares. Todos os novos contratos vendidos vencem em 1º de dezembro, com volume equivalente a 198,5 milhões de dólares. A autoridade monetária também ofertou swaps para 2 de março de 2015, mas não vendeu nenhum.

No dia anterior, o dólar retomou a trajetória de queda ante o real, diante do contínuo quadro de entrada de recursos na economia brasileira, mas o movimento foi contido por dúvidas sobre a estratégia de intervenções do Banco Central.

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A moeda norte-americana encerrou o primeiro pregão do mês com leve recou de 0,26%, a R$ 2,2635 na venda, após chegar a R$ 2,2525 na mínima da sessão. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,2 bilhão.

No mês passado, o dólar acumulou baixa de 3,22%, maior recuo mensal em seis meses.

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