Diones sendo ouvido pelo delegado regional Henrique Meneguelo – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Diones sendo ouvido pelo delegado regional Henrique Meneguelo – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

Diones Ferreira de Souza, 26 anos, que foi vítima de acidente e protagonizou uma cena em que rastejava no Pronto Atendimento (PA) de Rondonópolis na noite domingo (6) compareceu na tarde desta quinta-feira (10) a Delegacia Regional e relatou ao delegado Henrique Meneguelo o que ocorreu na noite do fato (leia aqui).

A vítima contou que havia sofrido um acidente por volta das 13h de domingo, mas que conseguiu seguir em sua moto até a sua residência e que só a noite quando não aguentava mais de dor procurou o Pronto Atendimento. Chegando no local, Diones contou que ficou no carro e sua mãe foi até o balcão solicitar uma cadeira de roda, porém foi informado que não tinha nenhuma disponível, mas que em breve uma maca seria disponibilizada. Devido as dores que sentia ele então  se rastejou para pedir atendimento médico. Ao entrar rastejando foi informado a ele que os médicos plantonistas estavam fazendo uma cirurgia e que ele teria que aguardar. Diones disse que como estava com muita dor não estava aguentando esperar e do lado de fora afirmou que iria chamar a imprensa. Só após a afirmação uma cadeira de rodas foi levada até o mesmo que foi levado para dentro,mas teria que esperar novamente.

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Ele ainda declarou que nenhum dos profissionais que estavam no P.A. ofereceram ajuda e devido ao fato ele resolveu ir embora se medicar em casa.

Diante das afirmações a secretária Municipal de Saúde, Marildes Ferreira, que também esteve na delegacia e ouviu Diones, afirmou que irá exonerar todos os funcionários que estavam em serviço naquela noite, inclusive a diretora do Pronto Atendimento, Vânia Scapini. “Todos os envolvidos serão exonerados ainda nesta tarde e caso não haja pessoas para prestar o atendimento hoje eu mesma o farei” afirmou ela.

Indagada pela equipe de reportagem Marildes afirmou que o problema não foi o tempo de espera, que segundo a própria vítima foi de 10 minutos, e sim o mal atendimento na entrada do paciente que se rastejou sem ajuda nenhuma.

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Marildes afirmou ainda que todos os médicos escalados para o plantão estava trabalhando, porém estavam atendendo a dois detentos da Penitenciária da Mata Grande que chegaram bastante feridos a unidade.

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