A luz azul até que não seria um problema se a vida hoje em dia não estivesse intimamente ligada à tecnologia. As maiores fontes dessa luz nociva são encontradas nos celulares (smartphones), tablets, telas de computadores e TVs de tela plana, ou seja, exatamente o que a população tem usado cada dia mais.

Segundo estudos, a exposição prolongada pode causar degeneração macular, problemas sérios na retina e até mesmo levar à cegueira. “Essa luz tem uma fototoxicidade que deve ser considerada”, alerta Márcia Beatriz Tartarella, diretora da Sociedade de Oftalmologia Pediátrica da Latino América. “O efeito é cumulativo, ou seja, não vai acontecer nada no mês seguinte, mas sim ao longo dos anos”.

O diretor responsável pelo Tranjan Centro Oftalmológico, Alfredo Tranjan, explica que existe dois tipos de luz azul: o azul turquesa e o azul violeta. O turquesa é uma luz boa, que não faz mal aos olhos. “Essa luz é responsável por organizar o relógio biológico. Existem estudos que estão sendo feitos para colocar essa luz no painel de carros, para manter o motorista alerta”, conta.

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O problema mesmo é luz azul violeta, que pode causar degenerações maculares e até mesmo a catarata, segundo a diretora da Sociedade de Oftalmologia Pediátrica da Latino América. Pessoas que ficam horas diante de aparelhos celulares, TVs, tablets e telas de computadores podem, com o passar dos anos, sofrerem consequências. “Se uma pessoa se expõe durante 7h por dia nessa luz, a partir dos 25 anos, com 40 ela pode ter um problema”, explica Tranjan, ressaltando que o dano é a longo prazo.

Danos causados pelos raios ultravioletas (UV)

Márcia Beatriz explica que a luz azul também vem pelo sol. “A diferença é que nos protegemos dessa luz com óculos de sol. Agora, quem fica de óculos de sol no escritório?”, questiona. A oftalmologista explica que já existem lentes de óculos de grau – ou mesmo sem, que conseguem filtrar uma parte dessa luz azul, que são as lentes fotossensíveis, que reagem à luz UV.

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Os usuários de óculos de sol, no entanto, devem se certificar de que as lentes realmente têm proteção UV. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica) e Instituto Meirelles de Proteção à Propriedade Intelectual (Imeppi) mostrou que, entre 2006 e 2013, foram apreendidas 70,2 milhões de óculos ilegais no Brasil, que significa que não têm proteção UV – ou não tem a proteção adequada.

O diretor presidente da Abióptica, Bento Alcoforado, explica que às vezes os óculos até oferecem uma proteção adequada, o problema é quanto ela vai durar. “A proteção de alguns óculos falsos às vezes só dura uma semana, um mês. Depois disso, a capacidade de proteção acaba”, alerta. Para a segurança dos usuários, Alcoforado esclarece que o setor óptico está trabalhando para oferecer, junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), uma certificação brasileira de qualidade dos produtos comercializados no País.

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