O indicador de recuperação de crédito calculado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) – obtido a partir do volume de exclusões dos registros de inadimplentes –, recuou -2,69% em março de 2014 em relação ao mesmo mês de 2013. O resultado é o mais fraco desde outubro do ano passado, quando o volume de pendências regularizadas caiu -3,21%.

Apesar da queda no mês de março, na comparação do acumulado do primeiro trimestre de 2014 frente a igual período de 2013, a recuperação de crédito apresentou avanço de +2,64%.

Na avaliação da economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, a retomada do crescimento da inadimplência do consumidor neste início de ano, acompanhado de um menor crescimento dos rendimentos reais da população ocupada, entre outros fatores como alta dos juros e inflação elevada, influenciaram o resultado negativo da recuperação de crédito no mês de março.

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“O levantamento demonstra que o encarecimento do crédito e a permanência da inflação em patamares elevados dificultaram o pagamento de dívidas em março”, explica a economista Luiza Rodrigues.

Já na comparação com fevereiro, o número de consumidores que regularizam suas pendências na base de negativados do SPC Brasil cresceu 1,77%.A inadimplência do consumidor no Brasil cresceu 4,2% em março ante fevereiro, ainda influênciada pelo acúmulo de contas do primeiro trimestre, mostraram dados da Serasa Experian nesta quinta-feira.

Porém, na comparação com março de 2013, o índice apresentou queda de 1,8%, sendo a décima queda interanual consecutiva, informou a Serasa Experian. No acumulado do primeiro trimestre deste ano ante igual período do ano passado, a inadimplência do consumidor brasileiro caiu 2,7%.

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De acordo com economistas da Serasa Experian, o acúmulo de compromissos financeiros do primeiro trimestre — IPVA, IPTU, material escolar, viagens, entre outros — junto às altas da inflação e dos juros “dificultaram o ambiente para o consumidor honrar suas dívidas em março, ocasionando a elevação da inadimplência”.

No detalhamento por tipo endividamento, as dívidas com bancos e os cheques sem fundo foram os principais responsáveis pela alta na inadimplência em março, subindo 3,6% e 14,2%, respectivamente.

As dívidas não bancárias – cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadores de serviços – cresceram 1,9% ante fevereiro. Os títulos protestados tiveram alta de 6,5%.

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