As investigações da Operação Ararath que tem levado, um clima de terror entre políticos, empresários e até mesmo dentro do judiciário apresentou claros indícios de que o ex-secretário de estado, Éder Moraes, se utilizou de empresas de fachadas de pessoas ligadas a ele para lavar uma quantia que pode ultrapassar a casa dos R$ 1,2 milhões.

A Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos (Delefin), da Polícia Federal, rastreou que mais de R$ 1,2 milhões transitaram, entre junho de 2009 e março de 2010 e que em sua grande maioria o dinheiro tinha origem em transações com a
Globo Fomento Mercantil e Amazônia Petróleo, ambas de Júnior Mendonça, suspeito de lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro, e um dos alvos principais da operação.

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De acordo com relatório da Polícia Federal, as transferências na mesma data revelam que a relação de empresas com Eder Moraes não seriam mera coincidência, apesar do uso de pessoas jurídicas interpostas.

A Delefin cruzou dezenas de dados e indicou que a movimentação financeira entre Júnior Mendonça e Eder Moraes, com base em empresas que giravam em torno do segundo, mostrariam indícios de que não se trata de transações comerciais normais, mas típicas de lavagem de dinheiro.

A Operação Ararath ainda não é dada como conclusa e novos nomes de empresários podem aparecer com a entrada em ação da Delfin, já que os cruzamentos de dados revelaram novos nomes dentro da operação criminosa.

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