O papa Francisco fez o seu primeiro pedido de perdão público na sexta-feira pelo “mal” causado por padres que molestaram crianças, adotando um discurso mais vigoroso desde o início da crise dos abusos sexuais da Igreja Católica Romana.

O pontífice nascido na Argentina disse que a Igreja, que no mês passado nomeou os membros de um grupo criado para tratar do escândalo, incluindo uma vítima dos abusos, deve adotar uma posição ainda mais rígida do que antes contra o escândalo que a assombra há mais de duas décadas.

“Sinto-me compelido a assumir pessoalmente todo o mal por alguns padres, bem poucos em números, (embora) obviamente não comparáveis ao total de padres, a pessoalmente pedir por misericórdia pelo dano que causaram por terem abusado sexualmente de crianças”, disse o pontífice a membros de uma organização internacional de crianças católicas (Internacional Catholic Child Bureau).

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“A igreja está consciente disso… danos pessoais, morais causados por homens da Igreja, e nós não vamos recuar um passo com relação à forma como vamos lidar com este problema, e as sanções que devem ser impostas”, disse.

“Ao contrário, nós temos que ser ainda mais severos. Porque você não pode abusar das crianças”, disse Francisco.

Entidades de apoio às vítimas criticaram o papa Francisco nos últimos meses por ele não ter adotado uma posição mais contundente e por não se encontrar com as vítimas de abuso sexual na Itália e em uma viagem ao Brasil, em julho do ano passado.

O Vaticano anunciou em dezembro a criação de um novo grupo dedicado a ajudar a Igreja Católica a combater a crise dos abusos, mas apenas nomeou seus membros no final de março.

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O grupo de clérigos e leigos inclui Marie Collins, uma vítima de abusos na Irlanda na década de 1960, que faz campanhas para a proteção de crianças e por justiça para as que foram molestadas.

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