O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Júlio Pinheiro, está na bronca com a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro e deve acioná-la no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A medida pegou os parlamentares de surpresa, uma vez que esta mesma desembargadora havia avalizado a condução do procedimento por parte da Comissão de Ética no início de março sobre o futuro político do vereador João Emanuel (PSD), genro do deputado estadual José Riva (PSD), por ironia, também afastado da presidência da Assembleia Legislativa.

A sessão extraordinária em que seria analisada a cassação ou não de João Emanuel iria ocorrer nesta terça-feira (15), a partir de meio-dia com a expectativa de se arrastar até a noite.

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Contudo, o social democrata conseguiu prazo de mais cinco dias úteis para que se manifeste acerca da mídia, utilizada como principal prova pela Comissão de Ética da Casa de Leis.

Conforme a defesa dele, o vídeo não foi anexado.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Legislativo, vereador Faissal Calil (PSB) produziu nova cópia do material para entregar ao parlamentar com o novo prazo estipulado.

No entanto, nem os advogados de João Emanuel foram encontrados para receber o material.

João Emanuel ainda terá direito de arrolar 10 testemunhas para serem ouvidas.

Apesar do plenário da Câmara ser soberano, o presidente Julio Pinheiro não quis correr o risco para evitar brechas jurídicas como ocorreu no passado, como no caso do ex-vereador Ralf Leite na legislatura passada.

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