A reintegração de posse de um prédio da operadora de telecomunicações Oi no Rio de Janeiro resultou em confronto violento nesta sexta-feira entre invasores e a polícia, em que ônibus e viaturas policiais foram incendiados e houve pessoas feridas e detidas, informaram autoridades do Estado.

Cerca de cinco mil pessoas, segundo os invasores, ocupavam o imóvel desde 31 de março, na zona norte da capital fluminense, e construíram barracos para morar. Os invasores alegam que recorreram ao local devido à falta de moradia na cidade.

A reintegração de posse do imóvel desativado foi determinada pela Justiça, e homens do batalhão de choque da polícia do Rio de Janeiro chegaram ao local ainda na madrugada desta sexta-feira. Antigamente, no local, funcionava a empresa de telefonia Telerj.

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Os confrontos começaram quando invasores reagiram à presença policial com paus e pedras, atearam fogo a lixo e pedaços de madeira no interior do local, segundo a polícia. Do lado de fora, houve também ataques a ônibus, viaturas da polícia e outros veículos, incluindo carros de reportagem.

Os policiais utilizaram bombas de gás, spray de pimenta e balas de borracha para entrar no local.

Ao menos sete veículos foram incendiados e muitos apedrejados na confusão, segundo a polícia. Pelo menos 16 pessoas ficaram feridas, incluindo policiais atingidos por pedras e pessoas intoxicadas ou atingidas por balas de borracha.

De acordo com a Oi, o local estava murado e com segurança ativa. A companhia afirmou, em comunicado, que já iniciou a limpeza do imóvel, a reconstrução da proteção de muros e portão e reforçou a segurança patrimonial. Acrescentou ainda que solicitou às autoridades de segurança pública “apoio para evitar nova invasão”.

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Atos de vandalismo também se espalharam por ruas e avenidas próximas. Lojas, agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram depredados. Cerca de 20 pessoas, incluindo menores de 18 anos, foram detidas pela polícia por esses atos, depredação e saques.

“Foi um desespero, parecia um arrastão. Destruição de graça, sem motivo, feita por uma gangue”, disse um comerciante da região, sob condição de anonimato.

A polícia negou denúncias de uso de violência e truculência na ação.

“Não houve morte, a PM entrou tranquilamente, mas houve um tumulto provocado por algumas pessoas que lá estavam”, disse a jornalistas o porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronel Cláudio Costa.

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