A decisão do presidente do Senado Renan Calheiros de admitir a ampliação das denúncias a serem investigadas pela CPI da Petrobras recebeu duras críticas, na sessão desta quarta-feira (02.04). A posição de investigar, ao mesmo tempo, denúncias envolvendo a Petrobras e contratos dos metrôs de São Paulo e do Distrito Federal ainda vai passar pelo exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

O senador Pedro Taques (PDT-MT) questionou a “manobra” afirmando que as denúncias contra a Petrobras precisam ser investigadas sem que o foco seja desviado.

“O metrô precisa ser investigado, sim. A Petrobras também precisa ser investigada. Mas, uma coisa não pode ser misturada com outra. Com todo respeito, o regimento interno desta Casa está inviabilizando o que manda a Constituição da República”, afirmou o parlamentar.

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Para ele, o direito das minorias de propor investigação – que está assegurado pela Constituição – não pode ser subtraído. Na avaliação do mato-grossense, tendo ampla maioria, o governo poderia propor outra CPI para investigar as denúncias envolvendo os metrôs, ao invés de tentar impedir as investigações sobre irregularidades na Petrobras.

“Assinei todos os pedidos de CPI e continuarei assinando porque acredito que este é um importante instrumento de fiscalização dos atos do Executivo e uma das nossas principais atribuições. Eu sou senador da República e, não, senador da presidência da República.”, afirmou Pedro Taques.

Investigação – Na semana passada, Pedro Taques se juntou a outros congressistas para protocolar na Procuradoria Geral da República (PGR) representação pedindo que o Ministério Público investigue a atuação da presidente Dilma Rousseff no episódio da compra da refinaria “Pasadena Refining System Inc. (PRSI)”, em 2006, pela Petrobras.

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Tal operação teria resultado em um prejuízo de aproximadamente um bilhão de dólares, o que impactou no balanço da empresa, afetando sua capacidade de investimento.

 

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