Os jurados e os apresentadores do "Superstar", da Globo
Os jurados e os apresentadores do “Superstar”, da Globo

Escolhido para início à nova programação da Globo, o “Superstar” entrou no ar com uma missão bem clara: repetir o sucesso do “The Voice Brasil” no primeiro semestre. Ao invés de girar cadeiras, a atração levanta um telão que esconde a banda que se apresenta no momento. A premissa é simples: a tal parede se levanta se os votos, enviados por meio de um app, superassem os 70%. Tudo ótimo, não fosse por um probleminha: a julgar pela reação em cadeia nas redes sociais, o aplicativo de votação não pareceu funcionar como deveria. Foram muitas as queixas de internautas durante toda a exibição do programa alegando que o programa travava de uma maneira ou outra.

Partindo de um empecilho técnico tão sério, é compreensível que outros equívocos saltem aos olhos. Chamou atenção a dinâmica atrapalhada entre os jurados. Um tanto atrapalhados na função, os três se atropelaram constantemente na hora de falar sobre as apresentações, algo que seria facilmente resolvido se Fernanda Lima destinasse um tempo determinado a cada um deles e não os deixasse tão livres. Enquanto Fábio Jr. pouco falou, Ivete Sangalo e Dinho Ouro Preto pecaram pela falta de pragmatismo e crítica construtiva. São grandes nomes de nossa música, claro, mas precisam aprender melhor a mágica da objetividade quando ao vivo num reality show. Ivete, aliás, é reconhecidamente um poço de carisma, mas já mostra que assumiu sem medo o papel de boazinha, uma espécie de Paula Abdul nas primeiras temporadas do “American Idol”. Com os ajustes certos, no entanto, este time funcionará melhor. E um detalhe cenográfico faz diferença: a bancada é muito alta e, a depender do ângulo, os deixa soterrados. A escolha do técnico de cada banda também não ficou clara com a decisão mudando de mãos o tempo todo.

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Entre os apresentadores, o nervosismo ficou aparente. Por vezes, Fernanda Lima pediu para Boninho repetir algo no ponto ou questionou se deveria “chamar a família”. André Marques transformou-se em coadjuvante. Já Fernanda Paes Leme é a grata surpresa: linda, descolada e com grande poder de comunicação. Se saiu muito bem na função. Tem futuro. Passado o primeiro programa, é inevitável, claro, que exista comparação entre “Superstar” e “The Voice”. E, a julgar por essa estreia, a atração de Tiago Leifert tem maior potencial. É tudo mais organizado, com regras mais claras e dinâmica menos bagunçada. Para acontecer, o “Superstar” precisa aparar várias arestas.

A audiência não respondeu tão bem quanto esperado. A Globo obteve uma vitória apertada: segundo dados prévios do Ibope, foram 11,7 pontos contra 10,8 do SBT, que ocupou a segunda posição. O número é o mesmo que as formações de paredão do “BBB” costumavam atingir em seus piores dias. Na Bahia, houve queixas de que o reality começou com 10 minutos de atraso.

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