No GP do Bahrein, o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, deixou o circuito antes do fim da prova para não ver o vexame de sua equipe na pista, já que a dupla da escuderia terminou na nona e décima colocações. Na China, uma injeção de ânimo foi dada na equipe de Maranello com o pódio conquistado por Fernando Alonso ao chegar em terceiro. Mesmo que a evolução do time italiano tenha sido clara (com a Mercedes admitindo que a rival é a única que representa uma real ameaça), o espanhol segue cauteloso quanto à possibilidade de subir novamente no pódio – repetindo o feito de 2013 -, desta vez, correndo em casa.

– Não podemos começar o fim de semana pensando em pódio ou em vitória. Isso pode criar uma falsa expectativa em todos que vêm aqui no circuito. Terminamos em nono e décimo no Bahrein e conseguimos um pódio na China porque conseguimos acertar bem o carro. Mas isso não quer dizer que estejamos em condições de brigar pelo pódio aqui. Faremos o nosso melhor. Sabemos que será um fim de semana difícil, mas nunca sabemos, pois é esporte e tudo pode acontecer. Mas hoje, sentado aqui, se disser que brigaremos pelo pódio, provavelmente estarei mentindo, e isso é algo que não quero fazer em respeito às pessoas que comparecerão. No entanto, se a Mercedes crê que nós somos uma ameaça na briga pelo campeonato, isso é uma boa notícia, pois indica que eles nos respeitam. Mas para sermos uma real ameaça, precisamos começar a mostrar serviço – afirmou.

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Apesar de pregar humildade, o piloto acredita que a Ferrari já conseguiu diminuir o espaço que existia entre ela e a Mercedes, e torce para que possa colar ainda mais na rival antes que a equipe alemã antes que seja tarde demais.

– Precisamos fazer tudo o que podemos para diminuirmos a diferença, nos tornando mais competitivos. Mas isso não acontece de uma prova para outra. Será uma recuperação lenta, mas tomara que não seja tarde quando nos tornarmos competitivos em termos de pontos na briga pelo campeonato. Por isso, tentaremos fazer isso corrida a corrida – ressaltou.

Alonso aproveitou para falar do excelente resultado na China, da diferença entre a etapa asiática e o GP da Espanha e das próximas provas.

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– O resultado na China foi uma combinação de fatores e uma dose de boa sorte. Aqui em Barcelona é um bom lugar para checar nossa competitividade, já que é um circuito com características completamente diferentes, que nos dará parâmetros de onde precisamos melhorar. Depois temos Mônaco e Canadá, circuitos completamente diferentes.

As máquinas já vão a pista nesta sexta no primeiro treino classificatório para o GP da Espanha. No momento, a Mercedes ainda é o time a ser batido, com seus dois pilotos na liderança do Mundial de pilotos, com Rosberg em primeiro, com 79 pontos, e Hamilton em segundo, com 75.

 

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