A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) confirmou como ‘atípico‘ o caso de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) no frigorífico da JBS, dona da marca Friboi, em Mato Grosso. Isso afasta a hipótese de o animal ter contraído a doença pela ingestão de alimento e um surto no País.

O resultado foi divulgado pelo Ministério da Agricultura. Em nota, ele também ressaltou que não houve ‘diagnóstico conclusivo que possa ser usado para classificá-lo de forma inequívoca até o momento‘. Ou seja, a OIE não conseguiu identificar a origem da doença e optou por respaldar os exames feitos pelo laboratório da rede estatal Lanagro, em Recife.

O laboratório brasileiro classificou o caso como atípico devido ao fato de o animal não ter desenvolvido a doença nem ter morrido por causa dela. O Lanagro detectou que uma deficiência na formação de proteína, a chamada marcação priônica, se desenvolveu por causa da idade avançada do animal – ela ocorre normalmente em bovinos acima de dez anos, por causa do envelhecimento das células. A vaca nelore tinha 12 anos.

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O caso clássico da doença ocorre em rebanhos mais jovens, de até 7 anos, que é a média de idade-limite dos animais comercializados no mercado. Nesses casos, a enfermidade pode ser causada pela alimentação à base de farinha de osso e carne.

‘A manifestação do laboratório corrobora com as investigações epidemiológicas desenvolvidas a campo de que se trata de um caso espontâneo e previsível, que não tem qualquer correlação com a ingestão de alimento contaminado, e que pode ser detectado em qualquer país do mundo que tenha um sistema de vigilância robusto transparente como o do Brasil‘, disse o ministério em nota.

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