Um dos presos durante a operação/ Foto: assessoria PJC
Um dos presos durante a operação/ Foto: assessoria PJC

A Polícia Judiciária Civil pediu a prorrogação por mais cinco dias da prisão temporária dos quatro presos na operação “Tesouro”, deflagrada na terça-feira (29.04) pela Delegacia de Guiratinga (328 km ao Sul) e a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), para desarticular uma quadrilha acusada de roubar mais de R$ 1 milhão em defensivos agrícolas, na Região Sul de Mato Grosso. Os produtos eram vendidos ou trocados por carros, armas, barcos e equipamentos eletrônicos.

Os suspeitos Edimar José Cordeiro, conhecido por “Edi”, Moisés Luiz de Moraes Filho, Mauro da Silva e Luiz Fernando da Silva, presos na operação, e Diego Pessoa de Oliveira, conhecido por “Magrão”, que está foragido, eram os principais articuladores e executores dos assaltos nas propriedades rurais com foco em agrotóxicos.

Após a prisão deles, a Polícia Civil descobriu que o grupo iria executar esta semana dois roubos, um de defensivos e outro de gado, em duas fazendas da região. “Eles já tinham contratado o caminhão para carregar o produto e o gado”, disse a delegada de Guiratinga, Ligia Pinto Silveira.

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Na operação, a Polícia Civil recuperou 375 caixas de duas marcas diferentes de defensivos, líquido e em pó. O produto foi localizado escondido dentro de uma casa de alvenaria, no assentamento rural “Beleza”, localizado no município de Juscimeira (157 km ao Sul). A casa estava vazia quando os policiais chegaram ao local.

De acordo com a delegada, Lígia Silveira, a carga pertence ao lote roubado de uma fazenda em Guiratinga, ocorrido em 2014, de onde foram levados mais de R$ 200 mil em agrotóxicos. A delegada informou que foram recuperados mais da metade dos produtos e já restituído ao proprietário.

Na operação, as equipes policiais deram o cumprimento a 4 de 5 mandados de prisão temporária e 8 buscas e apreensão, que resultaram na apreensão também de 5 veículos (1 Gol, 1 Blazer, 1 Astra e 2 motos), 1 pistola, celulares e notebook.

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Material apreendido pela Polícia - Foto: assessoria/PJC
Material apreendido pela Polícia – Foto: assessoria/PJC

De dezembro de 2013 a começo de abril de 2014 a quadrilha roubou mais de R$ 1 milhão em defensivos agrícolas de três fazendas de Guirantinga. O primeiro roubo ocorreu em 18 de dezembro de 2014, na fazenda São Sebastião, Distrito de Tesouro, do município de Guiratinga. Na ocasião, 15 homens fortemente armados invadiram a propriedade rural, renderam funcionários e saíram carregando mais de R$ 600 mil em agrotóxicos, um veículo Strada e uma espingarda calibre 12. O veículo foi abandonado posteriormente.

No segundo roubo foi praticado em janeiro de 2014 e foram levados R$ 300 mil de defensivos da fazenda “Aurora” e no terceiro cometido no dia 5 de abril foram subtraídos R$ 200 mil da fazenda “Prata”.

De acordo com as investigações, Edimar José Cordeiro era o articulador dos roubos. O suspeito que tinha mandado de prisão em aberto por outros crimes recebia informações de Moisés Luiz, ex-morador de Guiratinga, que conhecia as propriedades rurais da localidade. “Ele fazia os levantamento e passava para Edimar que executava os roubos na companhia de outros envolvidos”, disse a delegada Lígia.

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Conforme as investigações, o suspeito Diego Pessoa de Oliveira, que ainda está foragido, está envolvidos em homicídios e roubos de caminhonetes, levada para a Bolívia e Paraguai e, possivelmente, trocadas por entorpecentes.

“Já interroguei todos e pedi a prorrogação para finalizar a investigação no prazo de 10 dias. Temos ainda que analisar os computadores, celulares, checar a origem dos carros e possivelmente haverá necessidade de interrogá-los novamente”, finalizou a delegada Ligia Pinto Silveira.

Os presos respondem por roubos e formação de quadrilha. Eles estão recolhidos na Cadeia Pública de Rondonópolis.

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