Agricultores de Goiás enfrentam problemas com a lavoura de algodão, o ataque do bicudo está mais intenso nesta safra.
No município de Chapadão do Céu, sudoeste de Goiás, as lavouras de algodão já estão branquinhas. A colheita deve começar em duas semanas e os agricultores estão receosos com o futuro próximo.

No ano passado, eles tiveram prejuízos com o ataque da lagarta helicoverpa armígera nas lavouras de algodão. Nesta safra, o problema foi controlado com o uso de variedades resistentes e aplicação de defensivos, mas uma outra praga tem sido motivo de preocupação para os produtores rurais: o bicudo, um inseto que perfura a maçã do algodão e prejudica a produção da pluma.

Para combatê-lo, o agricultor Renato Schneider teve um gasto 30% maior que no ano passado. “Essa praga está se multiplicando muito rápido, e mesmo aumentando o número de aplicações, o controle não tem sido satisfatório”, diz.

Mesmo com o ataque do bicudo, a expectativa é de uma boa produtividade em Goiás. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento na safra deve ser de 13% em relação ao ano passado no estado. Já a produção brasileira do algodão em pluma deve crescer, este ano, 27%.

A colheita deve chegar a 80 mil toneladas e o problema, por enquanto, é o preço. Renato fechou contratos antecipados por R$ 58 a arroba da pluma, enquanto no passado, conseguiu R$ 75.

 

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