A Dívida Pública Federal (DPF) registrou uma alta, em termos nominais, de 3,77% na passagem de maio para junho e fechou o sexto mês do ano em R$ 2,202 trilhões. Em maio, a dívida era de R$ 2,122 trilhões. Pelas metas estabelecidas dentro do Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida deve oscilar entre R$ 2,170 trilhões e R$ 2,320 trilhões em 2014.

Segundo nota do Tesouro Nacional divulgada nesta quinta-feira, a Dívida Pública Mobiliária Interna (DPMFi) teve seu estoque ampliado em 4,02%, ao passar de R$ 2,029 trilhão em maio para R$ 2,111 trilhões em junho.

Já a Dívida Federal Externa somou R$ 91,72 bilhões (US$ 41,64 bilhões), o que representa uma queda de 1,61% na comparação com os números de maio.

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Em junho, as emissões da Dívida Pública Federal corresponderam a R$ 66,73 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 2,48 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 64,25 bilhões. No mês passado, as emissões foram afetadas pelo repasse de R$ 30 bilhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desse total líquido, R$ 65,06 bilhões referem-se à Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi ) e resgate de R$ 810 milhões, à Dívida Pública Federal Externa.

O prazo médio da dívida interna fechou junho em 4,23 anos (4,33 anos em maio) e o percentual vincendo em 12 meses ficou em 28,63%, contra 28,74% no quinto mês deste ano.

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Desde janeiro, o Tesouro também apresenta outra forma de cálculo para a vida média da Dívida Pública Federal (DPF). Denominada “Average Term to Maturity”, essa metodologia permite uma maior comparabilidade do Brasil com outros países. Segundo esse critério, a vida média da dívida passou de 6,60 anos em maio para 6,47 anos em junho.

Estrangeiros

A participação do investidor estrangeiro na dívida mobiliária federal interna caiu em termos percen tuais em junho. A participação recuou de 18,22% em maio para 18,17% em junho. Em valor absoluto, passou de R$ 369,81 bilhões para R$ 383,58 bilhões, novo recorde.

No mês, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) subiu 4,02%, para R$ 2,111 trilhões, de acordo com o Tesouro Nacional.

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As instituições financeiras encerram o mês respondendo por 29,64% da DPMFi, ante 28,63% em maio. Os fundos de investimento reduziram a participação, de 20,98% para 20,75%. As instituições de previdência fecharam junho com 17,08% da dívida, ante 17,32% em maio. O governo reduziu sua fatia de 6,5% para 6,29%. Já as seguradoras reduziram marginalmente sua participação de 4,08%, para 3,96%.

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