A sucessão presidencial vem apresentando, até o presente momento, um cenário bastante favorável à reeleição da presidenta Dilma Rousself e, consequentemente, a consolidação da 4ª vitória do povo brasileiro.

Nos últimos 10 meses, os resultados das pesquisas de intenção de votos da corrida presidencial demonstram uma estabilidade de todos os principais concorrentes: a presidenta Dilma aparece na média dos 38 pontos percentuais; o Aécio Neves, na casa dos 20 e Eduardo Campos, em torno de 9 pontos percentuais. Com esses números, a presidenta Dilma quase sempre tem mais votos do que a soma de todos os seus concorrentes, apontando que a tendência mais natural é a disputa ser liquidada ainda no primeiro turno.

A mídia hegemônica e conservadora, os círculos ligados ao capital financeiro parasitário e a oposição neoliberal sem rumo, representada pela candidatura do tucano Aécio Neves, tem feito um esforço hercúleo, mas não conseguem “derrubar” a intenção de votos da Presidenta. O terrorismo da “disparada da inflação”, do “preço do tomate”, da “falência da Petrobrás”, do “apagão energético”, da “vergonha internacional na organização da Copa”, entre outros, bombardeados ininterruptamente pelos jornalões, programas de rádio e TV, semanários “esgotos”, insistentemente “repercutidos” pelos discursos inflamados dos oposicionistas no Congresso Nacional, não pegam, pelo fato de não guardarem relação com a realidade concreta.

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Em se tratando de política, por mais forte e eficiente que seja o marketing e todo o esforço midiático, não conseguem desconstruir a realidade. E, na atual quadra política por que passa nosso país, o povo é sábio em reconhecer os significativos avanços alcançados nesses poucos mais de 11 anos de governos democráticos e populares, bem como de identificar quais forças políticas são capazes de promover novos avanços. Além disso, grande parte do eleitorado sabem muito bem o que “os fantasmas do passado” fizeram e desfizeram nos tempos sombrios do tucanato neoliberal.

E, se mesmo nesse cenário onde a Presidenta sofre os ataques mais contundentes e raivosos, não é suficiente para desestabilizá-la, imagine o que poderá acontecer após o dia 19 de agosto, quando terá início os programas eleitorais de rádio e TV?

É que nesse novo cenário que se avizinha, a Presidenta tende a se consolidar na liderança ainda com maior força. Nesse round decisivo a Presidenta possui trunfos devastadores.

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Disporá de tempo de rádio e TV quase o dobro da soma de seus dois adversários mais competitivos. São 11 minutos e 48 segundos, contra 4 minutos e 31 segundos para Aécio Neves e apenas 1 minuto e 49 segundos para o neo-oposicionista Eduardo Campos, segundos cálculos preliminares do Tribunal Superior Eleitoral. Essa eternidade de tempo certamente será muito bem utilizada pelo craque João Santana, responsável por sua propaganda eleitoral. Terá tempo suficiente para mostrar ao eleitorado, em cores vivas, os avanços e realizações (sistematicamente escondidas pela mídia hegemônica) e os projetos e perspectivas para o próximo ciclo de mudanças e desenvolvimento.

Além disso, é a candidatura que contará com maior apoio de governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores, lideranças políticas e dos movimentos sociais organizados. Isso lhe garantirá os maiores e mais fortes palanques estaduais e, em alguns estados, se dá ao luxo de ter 2 ou até 3 coligações trabalhando sua candidatura.

Por fim, porém não menos importante, possui ao seu lado o maior cabo eleitoral, ou melhor, “general eleitoral” do mundo que é a figura emblemática do ex-presidente Lula, que “tá até doce” (como se diz no linguajar cuiabano) para entrar na campanha da Presidenta e de seus aliados. Enquanto isso, o outro lado é obrigado a “esconder” o falante Fernando Henrique Cardoso, pelo fato do alto índice de rejeição que detém, mesmo já tendo passados quase 12 anos em que deixou a Presidência.

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Ou seja, se hoje, numa conjuntura extremamente desfavorável, a “Dilminha” lidera com folga as pesquisas de intenções de votos #imagineapós19deagosto, quando começará os programas de rádio e TV? Mas, como não tem eleição ganha na véspera, as forças democráticas e populares terão que ir a campo, conquistar voto a voto com entusiasmo para construir mais uma vitória do povo!

 

Miranda Muniz

Agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça – avaliador federal

, diretor de comunicação da CTB/MT – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e

secretário sindical do PCdoB-MT

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