O ministro do Trabalho, Manoel Dias, revisou nesta quinta-feira (17) a previsão para a geração de empregos com carteira assinada neste ano. Segundo ele, a criação de vagas deve ser similar à de 2013. Antes, ele trabalhava com uma estimativa entre 1,4 milhão e 1,5 milhão. Agora, com os dados ruins dos últimos meses, esse número recuou para em torno de um milhão. “Temos convicção de que atingiremos esse número”. No ano passado, foram criados 1,1 milhão de empregos no país.

Com essa previsão dada pelo ministro, a geração de emprego no segundo semestre será menor do que no primeiro. Como já foram gerados 588.671 nos seis primeiros meses de 2014, com a estimativa do governo, deverão ser criados um pouco mais que 400 mil postos de trabalho no semestre final.

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Segundo o ministro, nos três primeiros meses deste ano, a indústria foi muito positiva na geração de emprego. Ele lembrou que o dado de fevereiro foi o melhor da história, destacando a indústria automotivaNa avaliação de Dias, medidas de estímulos anunciadas recentemente pelo governo, como ampliação das isenções fiscais para alguns setores, devem beneficiar a geração de empregos no país.

Ele afirmou que há uma perspectiva de aumento de investimentos, como no setor da indústria naval, que tem vários contratos para construção de plataformas de petróleo com a Petrobras, o que vai influenciar positivamente no emprego. Ele também espera que a construção civil retome o ritmo de contratações.

Decepção

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, admitiu que a geração de novos postos de trabalho em junho ficou abaixo do que ele esperava. “Eu esperava mais. Não havia indicativo disso”, disse Dias. De acordo com ele, o resultado se deve ao fraco resultado da indústria, que demitiu pelo terceiro mês consecutivo.

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Questionado sobre as perspectivas futuras para a criação de vagas, Dias se mostrou otimista. “Os investimentos na área de infraestrutura continuam. Espera-se também que medidas tomadas pelo governo para a área da indústria leve a uma recuperação [no emprego]”, acrescentou o ministro. Além disso, avaliou Dias, “em agosto começam encomendas já visando o Dia dos Pais e fim de ano”, o que também deve ajudar o setor.

A respeito de questões que podem inibir o emprego, Dias disse que os juros no Brasil, cuja taxa básica de referência, a Selic, foi mantida em 11% ontem, são altos, mas ponderou que “não foi esse fator que impediu em outras épocas o desenvolvimento”. Sobre a inflação, Dias ponderou que a taxa “está dentro do patamar que o governo estipulou. O governo tem o domínio nessa questão”.

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