O promotor Marcelo Caetano Vacchiano, que responde pela 6ª Promotoria de Justiça Cível em Rondonópolis, recebe em seu gabinete na manhã desta terça-feira (28) membros da ONG Cantinho de Proteção Animal, da Polícia Militar Ambiental, do Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Indea, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e da Vigilância Ambiental do Município, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), para uma reunião com a direção do Sindicato Rural, que se prepara para a tradicional cavalgada, que abre os festejos da 42º Exposul, no próximo dia 9 de agosto. Na pauta está a entrega de um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, visando impedir animais doentes de participarem do ato, bem como a fiscalização contra maus tratos.

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Médico veterinário e responsável técnico pelo CCZ de Rondonópolis, Marcelo de Oliveira conta que por se tratar de um evento privado, o Sindicato Rural terá que destinar uma equipe para coibir as irregularidades, mas comenta que todos os órgãos de fiscalização estarão no local no dia do evento. “Em relação aos maus tratos, a Ong Cantinho de Proteção Animal terá o respaldo da PM Ambiental, da própria vigilância, Juvam, Semma e demais órgãos para solicitar ao Sindicato a retirada deste animal e da pessoa envolvida caso seja constatado este crime. Nós do Centro de Controle de Zoonoses somos responsáveis pela vistoria sobre a saúde do animal. Obviamente que animais que estejam debilitados ou que apresentem sintomas de alguma enfermidade que possa oferecer risco ao ser humano não participará da cavalgada”, explica.

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Oliveira diz que para ser feita a inscrição das amazonas e cavaleiros do dia 9, os animais envolvidos já têm obrigatoriamente de passar por um exame de sangue onde apenas com a certidão negativa é confirmado o cadastro pelo Indea. O veterinário, no entanto, ressalta que na prática ocorre de aparecer pessoas de última hora querendo participar sem ter se regularizado. “Esta preocupação está relatada no TAC e é de obrigação do Sindicato vistoriar isto. Se trata de algo muito sério, onde pode transformar uma festa tradicional em um problema sério de saúde pública”, comenta.

A principal preocupação é relacionada ao mormo. “Esta doença é bastante infecciosa, bem comum em cavalos e certamente nossa maior dor de cabeça em aglomerações deste tipo por ser tratar de uma zoonose”, frisou.

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