Os aparelhos celulares e os acessórios eram inseridos nas garrafas térmicas contendo chá ou café. Foto: Assessoria
Os aparelhos celulares e os acessórios eram inseridos nas garrafas térmicas contendo chá ou café. Foto: Assessoria

Operação “Jamanta”, deflagrada neste sábado (26.07) pela Polícia Judiciária Civil, desarticulou esquema de entrada de drogas e celulares no interior da Cadeia Pública de Pedra Preta e prendeu dois suspeitos em flagrante. O comerciante Eugeniano Lobo Dos Santos, 73, e Lucy Barbosa Dias, 41, deverão responder por associação criminosa e ingresso de aparelho celular dentro da cadeia pública.

Outras duas pessoas, que já estavam presas na Cadeia Pública de Pedra Preta, foram indiciadas. São elas: Ironides Barbosa de Souza, conhecido como “Jamanta”, 36, e Sebastião Alves Rodrigues, conhecido como “Tiãozinho”, 29, que irão responder por associação criminosa e ingresso de aparelho celular dentro da cadeia pública. Os dois, Lucy e Ironildes, ainda acumularão o crime de tráfico de entorpecentes.

Leia também:  Sumiço de adolescente vista pela última vez entrando em carro de suposto namorado, é apurado pela polícia

O comerciante Eugeniano Lobo dos Santos, pai de um dos reeducandos da unidade penitenciária, adquiria celulares usados e os repassava a Lucy Barbosa Dias, que é prima de Ironides, o “Jamanta”, e também a responsável pelo preparo das refeições dos presos.

Durante as diligências no sábado (26), policiais civis com o auxílio dos agentes penitenciários realizaram uma vistoria do café da manhã que seria servido aos presos e encontraram 3 trouxinhas de pasta-base de cocaína escondidas em um dos pães. Uma varredura foi realizada no interior da cadeia, que resultou na apreensão de várias armas artesanais e muitos aparelhos celulares.

A equipe diligenciou até a residência de Lucy e lá foram apreendidos diversos documentos, garrafas térmicas, aparelhos celulares e carregadores, os quais seriam destinados às mãos de seu primo Ironildes nos próximos dias.

Leia também:  Com uma foice homem tenta roubar casa e é detido por populares

As investigações revelaram que Lucy inseria os aparelhos celulares e os acessórios nas garrafas térmicas contendo chá ou café. Conforme o monitoramento, o suspeito Ironildes, o “Jamanta”, comercializava os celulares a valores de 5 a 10 vezes superiores ao do mercado aos presos que compartilhavam a mesma ala e que eles mantinham contato telefônico com seus familiares e outras pessoas do exterior da cadeia.
“Os presos Ironildes e Tiãozinho comercializavam os aparelhos celulares usados e em questionável estado de conservação por cerca de R$200, os chips eram vendidos por R$30 e os carregadores por valores entre R$ 50 a R$100”, informou o delegado de polícia Sebastião Lopes que coordenou as diligências.

O nome da operação “Jamanta” tem origem no apelido do preso Ironides.

Leia também:  Jovem é assassinado durante briga dentro de boate em Cuiabá e corpo é arrastado até a calçada
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.