A Polícia Civil gaúcha indiciou mais 18 pessoas nas investigações sobre a tragédia da boate Kiss, em Santa Maria (293 km de Porto Alegre), em 27 de janeiro de 2013. Ao todo, 242 pessoas morreram e 116 ficaram feridas.

Os indiciados são acusados de crimes como falsidade ideológica, falso testemunho, fraude processual, prevaricação e crimes contra a administração ambiental.

Em abril de 2013, dois inquéritos foram abertos para verificar os indícios de fraude na documentação apresentada pelos donos da boate para a obtenção de alvarás e irregularidades no poder público, que estaria aceitando esses documentos incompletos e em desacordo com a lei.

A polícia indiciou, na época, dois servidores e dois secretários da Prefeitura de Santa Maria, apontando suposta responsabilidade também do prefeito Cezar Schirmer. O Ministério Público não denunciou nenhum deles.

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Os indiciados agora foram apontados em uma investigação que apura possível fraude no EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) e no laudo acústico da boate Kiss. As suspeitas de irregularidades vão desde a elaboração dos documentos, passando pela aceitação deles pela prefeitura, até emissão de alvarás.

No segundo levantamento feito pela polícia, foi verificado a possível prática de crime ambiental pela poluição sonora da boate e a omissão da prefeitura em sanar o problema.

Os indiciados são: Volmir Astor Panzer, Jackson Heitor Panzer e Luciane Flores Prestes (por falso testemunho); Tiago Flores Mutti, Alexandre Silva da Costa, Cristina Gorski Trevisan, Marcos Vinicius Ramos Moraes, Luiz Alberto Carvalho Junior e Carlos Alberto Souza Buzatti (por crimes contra a administração ambiental); Elza Maria Prola (por fraude processual); Luiz Alberto Carvalho Junior (por prevaricação).

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