Nem Fernando Alonso, nem Sebastian Vettel. O único a bater as quase imbatíveis Mercedes de Lewis Hamilton e Nico Rosberg em 2014 atende pelo nome de Daniel Ricciardo. No GP da Hungria deste domingo, o australiano da RBR teve mais uma atuação brilhante e chegou à sua segunda vitória na temporada – a primeira havia sido no Canadá. E quem ousaria imaginar que, em seu primeiro ano no time austríaco, o sorridente australiano oriundo da STR estaria fazendo frente a Vettel. Fazendo frente não. Superando, tripudiando, goleando nada mais nada menos do que um tetracampeão mundial.

Enquanto Vettel demonstrou dificuldades para se adaptar aos novos carros de motor V6 turbo da F-1, Ricciardo parecia que já guiava o RB10 há anos. O cartão de visitas veio logo no treino classificatório para o GP da Austrália, que abriu a temporada. Enquanto todos criticavam o problemático carro da RBR, Daniel foi lá e por muito pouco não garantiu uma pole surpreendente diante de sua torcida. Na corrida, o primeiro pódio foi adiado em razão da polêmica desclassificação por irregularidades no sistema de fluxo de combustível. Mas ele não demorou. Chegou na quinta etapa, com o terceiro lugar na Espanha, e foi repetido na prova seguinte em Mônaco. A entrada no hall dos vencedores também não tardou: veio na sétima etapa com uma atuação impecável em Montreal.

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Em 11 corridas até o momento, ele chegou à frente de Vettel oito vezes – sem contar a desclassificação em Melbourne. É verdade que Vettel tem enfrentado muitos problemas durante o ano – teve três abandonos. No entanto, mesmo em corridas sem imprevistos, o australiano tem chegado naturalmente à frente do parceiro. A performance inspirada de Daniel se reflete na tabela de classificação. Terceiro colocado com 131 pontos, ele é o melhor classificado depois da dupla da Mercedes. Já Vettel aparece apenas na sexta posição, 88 pontos, 43 a menos.

A equipe RBR está encantada com seu novo pupilo. Empolgado, o chefe do time, Christian Horner disse que o próprio Ricciardo deve estar surpreso com seu desempenho tão forte:
– Isso é uma grande prova de Daniel. Olhe o trabalho que ele tem feito até agora. Ele é realmente impressionante e superou as expectativas de todos – provavelmente até a dele própria – declarou um admirado Horner em entrevista ao site oficial da F-1 após a corrida.

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E Ricciardo não tem ofuscado Vettel apenas dentro das pistas. Fora delas, a simpatia e o carisma do piloto tem arrematado fãs. Dono de um sorriso gigante e inabalável, o “Aussie” (gíria para australiano) tem tirado o status de “queridinho” tanto na RBR quanto diante do público geral. Em sua terra natal, ele já é um ídolo. Depois de anos vendo o local Mark Webber ser demolido por Vettel, os australianos estão indo à forra. Mas Ricciardo vem ganhando popularidade não só por lá, mas no mundo todo. Enquanto Vettel é um dos únicos do grid a não usar redes sociais (ao lado de Kimi Raikkonen e Adrian Sutil, o australiano é usuário ativo do twitter, onde têm 292 mil seguidores. E na web, o australiano mantém na web a mesma simpatia que demonstra no paddock da Fórmula 1. Sempre irreverente, publica fotos de suas andanças pelo mundo, faz posts bem-humorados e ainda tem tempo de fazer uma ou outra publicidade. O garoto-propaganda que a marca de energéticos pediu a Deus.

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Após a vitória deste domingo, em Hungaroring, por exemplo, postou uma selfie com champanhe na mão e escreveu: “Não garanto que este cara ficará sóbrio por muito tempo nesta noite”. Depois do primeiro triunfo, no Canadá ele brincou com o seu já famoso sorriso largo: “É oficial. Não posso sorri mais do que isso que você está vendo agora”. E nem quando pagou mico ao ser flagrado fazendo uma dancinha estranha – que virou GIF – perdeu o rebolado: “Para todos que viram meus movimentos e o desgosto de meu engenheiro, aqui está a prova que ele sorri”.

Com simpatia e talento lado a lado, Ricciardo já é apontado por especialistas como um “potencial campeão mundial”. Quando isso acontecer, não caberá boca para tanto sorriso.

 

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