As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus obteve um aumento significativo de mais de 3 % de janeiro a maio deste ano em Rondonópolis em comparação com o ano de 2013. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (DETRAN MT).

O setor somou 144.425 unidades emplacadas de janeiro a maio, enquanto que de janeiro a dezembro de 2013 foram registrados 139.807 veículos emplacados em circulação.

Os automóveis foi a categoria que mais registrou emplacamentos com 46.599, 3,7% a mais que em 2013, onde foram registradas 44.920 mil emplacamentos. Foram mais de 40 mil motos emplacadas e mais de 12 mil caminhonetes.

As cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop, Sorriso e Várzea Grande emplacaram juntas 5.382 novos veículos no mês de maio. As vendas aumentaram 6% em relação ao mês anterior, quando 5.056 unidades foram comercializadas, segundo o balanço mensal da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de Mato Grosso (Fenabrave-MT).

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O desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pode ter sido um dos fatores que pode ter ocasionado este aumento, avalia o presidente da Fenabrave-MT, Manoel Guedes. “A alíquota de 3%, teve prazo de vigência até o fim de junho e a partir de julho volta para 7%. A preocupação é grande e as montadoras ainda estão com os pátios cheios”, explicou o presidente.

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Em junho, os emplacamentos de carros, caminhões e ônibus foram 17,27% menores que no mesmo mês do ano passado. Foram comercializados 263.593 veículos, incluindo caminhões e ônibus. Na comparação com as vendas de maio, o recuo foi de 10,15%.

Contadas à parte, as vendas de motos somaram 103.869 unidades no mês passado, uma queda de 18,03% na comparação com maio e de 16,91% ante junho de 2013. No acumulado do ano, o recuo é de 4,08% frente a 2013, com 717.728 vendidas.

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“Nossa expectativa para o ano não está acontecendo como a gente previa”, destacou o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti. “Imaginamos que, somados junho e julho, vamos perder praticamente um mês de trabalho”, avaliou.

PI MENOR E ‘COPA E SEUS EFEITOS’

Segundo a federação, a forte queda no mês passado foi impactada, sobretudo, pelo baixo crédito, comprometimento de renda das famílias e pelo “efeito Copa do Mundo”.

“Imaginávamos que a Copa iria afetar o mercado, mas não tão tragicamente. Até jogo da África foi motivo para se ficar em frente da televisão”, disse Meneghetti.

O governo federal anunciou a manutenção do desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros, que poderia ser reduzido ou mesmo terminar ainda em julho. Agora, as alíquotas atuais valerão até dezembro, na tentativa de evitar uma queda ainda maior nas vendas.

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