Na quinta-feira, Thomas Almeida completará 23 anos. Em seu cartel, os números já impressionam. São 17 vitórias em 17 lutas, sendo 13 por nocaute e quatro por finalização, e 15 triunfos no primeiro round, incluindo o último, quando nocauteou Caio Machado e faturou o cinturão do peso-galo (até 61kg) no Legacy FC. A agressividade de Thominhas, como é conhecido, chamou a atenção do UFC, que o contratou recentemente. Sua intenção é estrear em dois meses, no máximo no início de outubro, e, se possível, contra outra promessa: Sergio Pettis, irmão do campeão dos pesos-leves, Anthony Pettis, que tem 11 vitórias e uma derrota no cartel e vem de resultado positivo contra Yaotzin Meza.

– Para ser sincero, quem botarem estarei preparado, mas um cara bem legal, que tem nome, por ser irmão do campeão do peso-leve, é o Sergio Pettis. Acho que seria uma boa luta, de nível alto, ele tem um estilo que casa bem com o meu. Já vi algumas lutas dele por ele ser irmão do Anthony, para ver como ele é, e acho que seria legal. O local para mim é indiferente. No Brasil seria legal por ser meu país, mas onde mandarem, estarei preparado para a guerra – afirmou, em entrevista por telefone ao Combate.com.

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As tratativas com o UFC já acontecem há algum tempo. Após cada vitória de Thomas, seus treinadores Diego Lima e Jorge Patino “Macaco” enviavam os vídeos para o matchmaker (responsável pelo casamento de lutas) da organização Sean Shelby pedindo por uma chance. A resposta era apenas para mantê-lo atuando que, em breve, a oportunidade surgiria. Com a conquista do título no Legacy, o UFC enviou o contrato para a promessa brasileira um dia depois do nocaute sobre Caio Machado, encerrando a espera e, enfim, realizando um dos sonhos do lutador.

A notícia de sua contratação foi recebida por Thomas Almeida no lugar onde se sente mais à vontade: dentro da Chute Boxe, em São Paulo, durante um treinamento com a equipe, quando Diego Lima avisou para todos os atletas que a promessa brasileira era a mais nova aquisição da maior organização de MMA do mundo.

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– Essa pressão existe mesmo, essa expectativa pelo meu cartel, mas nem penso nisso. Lutador mexe muito com o psicológico dele na luta, então não posso pensar nisso para não influenciar no resultado. Quero ser um herói nacional. Vou trabalhar para isso, para trazer e manter o cinturão para o Brasil. Com certeza vai ser mais difícil (que no Legacy). Agora são os melhores do mundo. É a nata, são os tops, cada vez estou me preparando mais, para estar sempre entre os melhores. É o maior evento, então é o maior desafio – disse o lutador, que, apesar do discurso otimista, declarou que não se colocaria entre os tops do peso-galo.

– Me colocaria lá embaixo (risos). Tenho muito o que provar ainda, para chegar falando alguma coisa.

Thominhas também descartou qualquer possibilidade de mudar de categoria agora que está no UFC. Segundo ele, o corte de peso para bater os 61kg já é sofrido, com 13kg para perder durante a preparação para cada combate. Em sua carreira, ele também já atuou como peso-pena, mas agora não cogita sair dos galos.

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– Esse é meu peso, já perco muito. Lutava nos penas, aí desci, me sinto bem nessa categoria. Para mim, essas duas divisões são as mais disputadas: pena e galo. Têm atletas de alto nível na trocação, no wrestling e no jiu-jítsu. O nivel é muito alto – avaliou.

Enquanto o momento de estrear não chega, Thomas garante que não para de pensar em pisar no octógono, com Bruce Buffer chamando seu nome.

– Penso toda hora no momento do Bruce Buffer anunciar meu nome, e não vejo a hora. Vai ser uma emoção muito grande. Podem esperar um Thomas bem agressivo, querendo finalizar a luta toda hora, a todo momento, no chão ou em pé, buscando trazer a vitória para o Brasil – concluiu.

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