A conselheira Maria do Carmo explicou que a mobilização é a primeira etapa da campanha contra o uso do narguilé - Foto: Ronaldo Texeira / AgoraMT
A conselheira Maria do Carmo explicou que a mobilização é a primeira etapa da campanha contra o uso do narguilé – Foto: Ronaldo Texeira / AgoraMT

Moda entre adolescentes, o uso de narguilé tem sido motivo de reclamações por parte dos pais, vizinhos e pelas escolas aos conselhos tutelares do município de Rondonópolis. Mais de 100 reclamações foram recebidas pelos órgãos em um ano. Para conscientizar os jovens sobre os malefícios causados pelo uso, os Conselhos Tutelares regiões I e II promoveram uma mobilização na manhã desta quinta-feira (31), na Praça Brasil.

Intitulada “Contra o uso do Narguilé”, a mobilização conta com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, dos profissionais do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) e de todos os órgãos voltados com programas voltados para o adolescente.

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De acordo com a conselheira, Maria do Carmo, o intuito da mobilização é orientar os jovens para que se entenda sobre os prejuízos causados pelo narguilé. Principalmente como porta para o uso de outras drogas.

Duas palestras foram realizadas durante a mobilização, uma pelo coordenador do CAPS, Joel Moura e outra pelo Sargento Celi. Os estudantes das escolas estaduais EEMOP e Sagrado Coração de Jesus participaram do movimento.

A estudante da escola Sagrado Coração de Jesus, Isabella Gonçalves, afirma ter consciência dos malefícios do produto e aconselha aos jovens a parar com o uso já que não prejudica apenas a eles, mas também a população.

A conselheira Maria do Carmo explicou que a mobilização é a primeira etapa da campanha contra o uso do narguilé, o intuito é continuar palestrando nas escolas do município.

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Os malefícios do narguilé

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o narguilé consegue disfarçar os malefícios que são mais severos do que o cigarro. Uma sessão em média do produto equivale ao consumo de 100 cigarros. Geralmente, o narguilé é usado em encontros de amigos e a piteira do produto é sempre usada de “boca em boca” o que aumenta as chances de transmissão de doenças graves como hepatite C.

O uso do narguilé ainda pode causar dependência e, em logo prazo, câncer de pulmão, boca e bexiga, aterosclerose e doenças respiratórias e coronianas.

Além de incluir 4,7 mil substâncias tóxicas presentes no cigarro comum, o fumo do narguilé, um tipo de cachimbo oriental, possui concentrações superiores de nicotina, monóxido de carbono, metais pesados e substâncias cancerígenas, de acordo com o instituto.

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Quase 300 mil pessoas em todo o país consomem o narguilé, segundo a Pesquisa Especial sobre o Tabagismo (PETab), realizada pelo Inca junto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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