Mesmo com o mercado indicando rentabilidade incerta para a nova safra mato-grossense de soja, 2014/15, a área plantada vai sendo desenhada para bater o próprio recorde local e imprimir expansão espacial de quase 4% entre um ciclo e outro. E o principal indicador que sustenta a projeção positiva para mais um ano-safra é exatamente o volume de adubos e fertilizantes já adquiridos pelos produtores. A movimentação de compra teve início no final do ano passado, quando os preços da saca ainda não recebiam a pressão de uma grande oferta do grão para o exercício 2015, como passou a registrar nos últimos meses. Conforme dados da INTL FCStone, Mato Grosso fechou o primeiro semestre do ano com um incremento de 5,6% nas entregas de fertilizantes.

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Como explica o analista Thadeu Silva, as entregas somam 2,73 milhões de toneladas, volume movimentado de janeiro a junho deste ano, ante 2,59 milhões de toneladas contabilizadas em igual acumulado do ano passado. Como destaca, a alta observada no Estado não indica uma tendência para todo o ano, pois há um movimento de antecipação da compra de fertilizantes porque os produtores se aproveitam dos preços mais baixos verificados no primeiro semestre. “Ou seja, uma parte maior da demanda para o segundo semestre foi entregue nos seis primeiros meses do ano” e por isso houve crescimento das aquisições porque o cenário mais pressionado à cultura foi se revelando há pouco tempo.

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