Após meses de obras e alguns milhões gastos desde a concepção até a execução do projeto, a CBF abre ao público nesta sexta-feira o seu museu, localizado no primeiro andar do prédio que abriga a nova sede, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Batizado de “CBF Experience”, o local é dividido em cinco salas – além de um auditório – e se propõe a contar em fotos, áudios e vídeos com os mais modernos recursos tecnológicos a história de um século da seleção brasileira.

Os destaques, claros, são os jogadores que fizeram história ao longo de 100 anos. Ou até mesmo aqueles que não teriam tantos motivos para destaques e, ainda assim, foram lembrados. É o caso de Diego Costa. Naturalizado espanhol, o atacante tem seu “cantinho” em um enorme painel com o nome de boa parte dos atletas que já vestiram a camisa amarela – ou branca, como na primeira metade do século 20.

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Sem maiores preocupações em diferenciar aqueles que tiveram uma maior relevância na seleção, o museu destaca alguns que nunca ganharam copas e consagra outros em início de carreira. É o caso da diferença de exposição entre Neymar e Romário.

Se depender do número de menções a ambos durante o passeio, o visitante pode ficar com a sensação de que o atual camisa 10 já é maior que o ex-camisa 11 e destaque do tetra em 1994.

“Tudo é uma questão de atualização de conteúdo. No momento, sem dúvida, [o Neymar] é o jogador de maior destaque e acaba aparecendo muitas vezes mesmo. Ele ganhou a Copa das Confederações em 2013, que foi bem destacada por ser a última conquista. Pode ser que daqui a alguns anos tenhamos outro em evidência”, explicou a responsável geral pelo museu, Clara Russio, assegurando ainda que não há qualquer restrição a Romário.

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“Procuramos destacar todos os grandes jogadores. Não há diferenciação. O Romário aparece duas vezes em um vídeo [reproduzido no início da visita] e em outras fotos do museu. Não há problema”, disse a funcionária da MediaPro, empresa espanhola que também coordenou a montagem dos museus de Barcelona e Real Madri.

Enquanto Neymar aparece em quase todos os ambientes, Romário é visto com menos frequência. Apesar de vídeos e fotos serem pautadas em conquistas mundiais, o Baixinho é notado menos que personagens que não levantaram taças: Zico, Rivelino e boa parte do time da década de 80 também têm mais destaque.

Todos, no entanto, ainda “perdem” para Pelé e Ronaldo. Ao lado de Neymar, os dois são os principais personagens de um museu que funciona como sala de troféus e guarda ainda modelos originais de todos os uniformes utilizados em Copas.

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Tem até cavaquinho
Com entradas a R$ 22 (R$ 12 para idosos e estudantes), os visitantes ainda terão que aguardar para que documentos da Copa de 2014 sejam incluídos no acervo. Outros detalhes técnicos também serão ajustados ao longo das próximas semanas.

Após um passeio guiado de pouco mais de 30 minutos (média), os fãs de futebol ainda poderão desembolsar um pouco mais na loja que vende produtos oficiais da CBF. A curiosidade no local ficar por conta de um cavaquinho customizado com emblema da entidade, mostrando que a geração do pagode de Neymar realmente dita a moda na nova casa da confederação.

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