Foto: Marcos Cardial / assessoria
Foto: Marcos Cardial / assessoria

Mato Grosso, segundo dados do Ministério da Saúde, é o líder nacional em casos registrados de hanseníase (conhecida popularmente com lepra). Se a média do País é de 1,5 caso por grupo de 10 mil habitantes, no Estado o registro chega a 7,69. Na região Sul, números apontam que a cada mil habitantes, um contrai a doença. Os indicadores foram apresentados durante o Encontro Regional de Capacitação em Diagnóstico e Assistência em Hanseníase que aconteceu nesta terça-feira (5) no município de Alto Araguaia (415 km de Cuiabá). O evento foi promovido pela Secretaria Estadual de Saúde, Superintendência de Vigilância em Saúde, Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica e Secretaria de Saúde e foi conduzido pelo médico Jaison Antônio Barreto, também abordou procedimentos para diagnosticar a doença.

O encontro em Alto Araguaia contou com a participação de praticamente toda cúpula da saúde local, além de representantes do municípios de Alto Taquari, Alto Garças e Araguainha. A capacitação foi dividida em duas etapas. O primeiro ciclo ocorreu no auditório da Câmara Municipal de Vereadores, enquanto que o segundo foi um trabalho prático com pacientes diagnosticados com a doença que ocorreu no Programa de Saúde da Família Gair de Barros, no Bairro Gabiroba. Dezenas de profissionais dos três municípios participaram do Encontro Regional de Capacitação em Diagnóstico e Assistência em Hanseníase.

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Participante do evento - Foto: Marcos Cardial / assessoria
Participante do evento – Foto: Marcos Cardial / assessoria

O médico responsável pela capacitação, Jaison Antônio Barreto, é graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina com especializações em dermatologia, hansenologia; é mestre em ciências – área de pesquisas laboratoriais em saúde pública e possui doutorado em medicina – área de concentração em dermatologia.

“Estamos numa área de alta endemia. O objetivo com a capacitação é justamente diagnosticar o mais breve possível a doença. Nessa região, uma pessoa em cada mil fica doente de hanseníase todo ano. É uma área que chamamos de hiperendêmica. A hanseníase é uma doença negligenciada. O que queremos é tirar esse estigma, esse preconceito para que o paciente tenha acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Hanseníase é uma doença curável e o tratamento é gratuito e oferecido pela rede pública de saúde”, disse o médico.

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A secretária de saúde, Martha Maia Brandão, classificou o encontro como importante para Alto Araguaia. Segundo levantamento da pasta, o município possui cerca de 15 casos de hanseníase confirmados. “Peço aos profissionais da saúde em nosso município que multipliquem essa ideia. É uma capacitação importante. A hanseníase tem cura. As pessoas que por ventura tenham sintoma devem procurar o PSF mais próximo de sua casa”, ressaltou.

A DOENÇA

A hanseníase, doença infecciosa e contagiosa, é causada por um bacilo denominado Mycobacterium leprae. É caracterizada pelo aparecimento de manchas brancas ou avermelhadas na pele, além de caroços e placas. Geralmente há perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato, com alterações também na secreção do suor. Pode ser transmitida por meio de gotículas lançadas no ar pela fala, tosse ou espirro. Os sintomas podem levar de dois a cinco anos para se manifestar. Se não tratada precocemente, a doença pode causar incapacidades ou deformidades no corpo.

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