Foto: reprodução
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A geração nem-nem é composta por indivíduos que nem estudam nem trabalham. É um fenômeno social interessante a ser avaliado no cenário atual da economia brasileira, refletindo sobre como isso afetará e já afeta o trabalho e as empresas.

Tivemos uma explosão de textos, estudos e reportagens feitas sobre a geração Y: que são os nascidos em meados da década de 80, que são extremamente ligados à tecnologia, são inovadores, desejam empreender, são sedentos por conhecimento e sabem dar valor as relações humanas. Parece tudo perfeito até aqui não é mesmo?

Mas nem todos os jovens tiveram as mesmas oportunidades o que nos trouxe a 10 milhões de pessoas fazendo parte da geração nem-nem. A desigualdade social é o principal fator que coloca-os nessa situação. A maior parte deles são meninas que engravidaram muito cedo, largaram os estudos e não conseguem colocação no mercado de trabalho. *

Eles não devem ser considerados desempregados, já que desistiram de procurar emprego pelas dificuldades encontradas em virtude da baixa qualificação.

Por outro lado, as empresas continuam desesperadas em busca de pessoas com competências específicas. É necessário avaliar com cautela cada caso e, sempre que possível, oferecer aos jovens interessados uma oportunidade e qualificá-los dentro da própria empresa.

Os esforços do governo, das empresas privadas e da população em geral referentes a educação devem se intensificar. De que outra forma podemos construir um país próspero sem nossos jovens empregados ou empreendendo e gerando mais empregos?

Caso você faça parte dessa geração, não utilize as estatísticas como desculpa. Sempre há chances para quem as busca com toda sua força.

 

*Dados do IBGE

 

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