O presidente da Câmara Municipal Ibrahim Zaher (PSD) defendeu hoje (27) a continuidade de ações de órgãos públicos e da sociedade pela criação de 20 leitos de UTI neonatal e UTI pediátrica para a cidade. Depois de precisar de um leito de UTI neonatal para o filho Lucca, hoje com 27 dias de vida, Ibrahim que já defendia a causa solicitou mais empenho. Ele elogiou a ação impetrada pelo Ministério Público Estadual, através do promotor Ari Madeira que garantiu a criação de mais UTIs na Santa Casa de Misericórdia, mas entende que os 20 leitos podem não atender toda a demanda de Rondonópolis e da região Sul.

Segundo ele, as crianças que necessitam de uma UTI neonatal e de cuidados médicos especializados não desocupam leitos com dois ou três dias, algumas vezes chegam a ocupar um leito por meses até restabelecerem a saúde, porque são mais frágeis. “Temos que continuar com esta proposta de conseguir o que está planejado e já pensar em novos leitos”, ressaltou.

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Também pediu aos vereadores colaboração para que a Santa Casa faça procedimentos de alta complexidade em parceria com o SUS (Sistema Único de Saúde) e Governo do Estado. “Conheci seu Jorge que hoje completa seis meses que está morando no hospital, comendo sempre o mesmo cardápio, aguardando um cateterismo. Até uma decisão judicial já existe em favor do seu Jorge, mas ele  não consegue fazer o procedimento porque a Santa Casa precisa receber pelo serviço. Isso é um absurdo”, desabafou.

O presidente lamentou o ato do atual governador que reduziu o repasse dos recursos públicos para a saúde de Rondonópolis e de outras cidades do interior, e salientou que desde já é necessário começar conversações com os candidatos a governo do Estado para que o patamar repassado anteriormente seja mantido ou ampliado, já que, a medida que reduziu o repasse de Rondonópolis em 50% está prejudicando a saúde da cidade e o orçamento do município, que está tendo que ampliar os recursos para o setor. Ibrahim lembrou que com o problema do repasse, o município precisou cobrir as despesas dos serviços  que antes eram cobertos com recursos do estado.

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