As empresas não estão pagando as dívidas e só no mês de julho houve um aumento de 12,9% em comparação com junho do ano corrente no número de agências que deixaram de pagar os débitos até o prazo de vencimento. Esse aumento é o maior avanço mensal para um mês julho de toda a série histórica, iniciada em 2000. As informações foram divulgadas hoje (27) pelo Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas.

Os principais responsáveis pela alta do indicador de julho foram os títulos protestados e os cheques sem fundos com variações positivas de 39,5% e 23,1% e contribuições de 8,6 pontos percentuais e 3,7 pontos percentuais, respectivamente. As dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) também apresentaram crescimento de 2,7%, com contribuição de 1,1 ponto percentual.

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Já as dívidas com os bancos tiveram queda de 1,8% e contribuíram para que o índice não subisse ainda mais em julho de 2014.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a realização da Copa do Mundo, gerando muitos feriados e paralisações especialmente durante a fase de grupos deprimiu a base de comparação mensal (junho), impulsionando os registros de inadimplência em julho.

Por outro lado, a estagnação da economia, prejudicando a geração de caixa das empresas, a elevação do custo financeiro tendo em vista os juros mais altos neste ano em relação aos vigentes no ano passado e o avanço dos salários acima do crescimento da produtividade, vem proporcionando maiores dificuldades às empresas honrarem seus compromissos financeiros, elevando os índices de inadimplência em suas comparações anuais, explica os economistas da instituição.

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