As consultas para vendas a prazo, que representam o ritmo do movimento no comércio no Brasil, sofreram queda pelo quinto mês consecutivo. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, julho obteve uma retração de 0,27%. Até o momento, a antecipação das ofertas feitas pelos lojistas durante o período do pós Mundial, ainda não refletiu em melhora nas vendas, conforme mostra o indicador.

Por outro lado, a boa notícia ficou em função da perda de fôlego do caminhar de piora do comércio. A queda registrada foi menos acentuada do que a do mês de junho (-2,06%), além da menos intensa desde março, época em que os números começaram a recuar.

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Para o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, o resultado tem relação com o desaquecimento da economia, o qual foi influenciado, principalmente, pela inflação no limite da meta, e em razão do menor crescimento da renda dos profissionais.

Além disto, como outro fator que contribuiu para o resultado insatisfatório, está a baixa confiança dos consumidores e dos comerciantes. “Com o cenário econômico enfraquecido, estamos observando uma tendência de maior rigor no processo de concessão de crédito. O momento é menos favorável ao consumo das famílias, uma vez que o custo para o consumidor comprar a prazo aumentou”, afirma o presidente da CNDL.

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