O Hamas, grupo radical palestino que controla a faixa de Gaza, rejeitou a ideia de estender o atual cessar-fogo de 72 horas para além de sexta (8).

“Não há um acordo para estender a trégua”, disse um dos líderes do Hamas, Moussa Abu Marzouk, em sua conta no Twitter na tarde desta quarta (6).

Mais cedo, um funcionário do governo israelense, que falou sob condição de anonimato, disse que Israel “expressou que está pronto para estender o cessar-fogo” para além de sexta.

Nesta quarta, o chefe da inteligência do Egito, país mediador da crise, encontrou uma delegação palestina no Cairo, um dia após receber representantes de Israel, de acordo com a agência estatal egípcia Mena.

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O time palestino, liderado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, incluía enviados do Hamas e da Jihad Islâmica.

Apesar de ser um membro da liderança política do Hamas, Marzouk não faz parte do círculo íntimo do grupo, mas lidou diretamente com o Egito durante as conversações que levaram a intermediar o cessar-fogo.

“As conversas indiretas entre palestinos e israelenses estão avançando” disse um alto funcionário do governo egípcio nesta quarta, deixando claro que os dois lados não estão se encontrando frente a frente. “Ainda é cedo para falarmos de resultados mas estamos otimistas”.

Israel pede a completa desmilitarização do Hamas para retirar o bloqueio econômico que impõe à faixa de Gaza. O grupo palestino pede o fim do bloqueio e a libertação de prisioneiros palestinos em Israel para pôr fim ao conflito.

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Em entrevista ao jornal americano “The New York Times”, Marzouk declarou que o braço armado do Hamas seguirá “independente” do braço civil e “alerta” para outra eventual guerra contra Israel.

Recentemente, a ala política e civil do Hamas formou um governo de coalizão nos territórios palestinos com o grupo Fatah, que controla a Cisjordânia. Sobre a desmilitarização do grupo, Marzouk afirmou que Israel “não pode obter isso”.

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