Imagem do filme - Foto: reprodução
Imagem do filme – Foto: reprodução

O vento leste soprará a partir da próxima quinta-feira (8) nas livrarias brasileiras e trará “Mary Poppins”, personagem emblemático da literatura infantojuvenil britânica, de volta à ribalta no seu aniversário de 80 anos.

A babá encantada concebida em 1934 pela australiana P.L. Travers -peseudônimo de Helen Lyndon Goff [1889-1996]- e que chegou ao sabor do vento para mudar a vida de duas crianças aprisionadas em convenções do mundo adulto, recebeu tratamento luxuoso da editora Cosac Naify.

Além do texto integral, a obra vem acompanhada de 54 ilustrações em preto e branco assinadas pelo estilista Ronaldo Fraga. Em uma edição especial, virá embalada em uma bolsa com alças dobráveis.
“Eram para ser 14 desenhos, mas me empolguei tanto que acabei criando muito mais”, afirma o designer mineiro, que transformou a imagem da babá.

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“Criei um rosto mestiço, que pode ser brasileiro, africano ou de origem árabe. E como o texto é bastante figurativo, traduzida para os dias de hoje, Poppins seria uma fashionista. Olhando de perto, com todas as trocas de roupa descritas na história, ela, sem dúvida é enlouquecida por moda”, conta.

Antes de ir para o papel, cada imagem foi costurada em tecido por uma equipe de bordadeiras de Itabira, no interior de Minas Gerais, para depois ser fotografada. Já as sobras dos fios que compõem os desenhos não foram cortados para que as imagens dessem a impressão de flutuar como Mary Poppins.

“Conhecia apenas o filme homônimo [de Robert Stevenson, lançado em 1964], que é um lixo se comparado à obra original. Então, tive total liberdade para criar um universo abstrato baseado na minha estética”, diz Fraga.

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DEFESA DA IMAGINAÇÃO

Essas ilustrações estão em harmonia com o trabalho de Joca Reiners Terron, que, na nova tradução, acrescentou travessões e diálogos mais ágeis e palatáveis para leitores mais jovens, como disse.

“Ao lado de ‘Alice no País das Maravilhas’, ‘Peter Pan’ e outras histórias infantis de cunho moral, Poppins é o patinho feio por ter um caráter ambíguo de realidade e sonho. Não há uma Terra do Nunca como na história de Peter Pan. É a força do personagem duro e de um evidente humor inglês que fascina o leitor”, diz Terron.

Ele analisa o lançamento dessa obra como um esforço da editora para recolocar o que chama de “defesa da imaginação” dentro da literatura infantil.

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“O livro trata de aspectos infantis sem aprisionar a imaginação em uma realidade paralela. Poppins mostra para as crianças um mundo além da casa em que moram e as fazem compreender os diversos planos da realidade sem ser banal.”

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