As famílias aguardam uma resposta do Incra para iniciar ou não o bloqueio - Foto: você repórter
As famílias aguardam uma resposta do Incra para iniciar ou não o bloqueio – Foto: você repórter

O Movimento de Luta pela Terra (MLT) iniciou uma mobilização na manhã desta terça-feira (19) em três pontos das rodovias em Mato Grosso – MT. Um grupo com cerca de 200 manifestantes estão reunidos às margens da BR-163/364 no trevo de Dom Aquino (89 Km de Rondonópolis), outro grupo em Barra do Garças (397 km de Rondonópolis) e em Rosário Oeste (327 km de Rondonópolis).

Os grupos aguardam uma resposta do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em relação a entrega de 1000 cestas básicas e algumas vistorias que foram prometidas e não foram cumpridas.

Representantes do movimento estão na capital Cuiabá ( 215 km de Rondonópolis) em uma reunião com representantes da Instituição. “Queremos que resolvam nossas necessidades, tem pessoas do nosso grupo que passam fome. Caso não haja respostas iremos bloquear a BR. Não estamos ligando para nada”, explica o coordenador nacional do movimento, Jaciel Alves Boeno.

Leia também:  Mato Grosso cai duas posições no ranking de competitividade

No momento os manifestantes têm expectativas que tudo se resolvam conforme o prometido pelo Incra. “A expectativa é que tudo se resolva bem, estamos apenas aguardando uma resposta” diz o coordenador do movimento, Kássio Gomes Elias, da comunidade Dom Camilo Faresim de Guiratinga.

A reunião em Cuiabá estava marcada para as 9h30 e foi adiada para as 11h. Caso não aja definições os manifestantes irão se mobilizar por três dias. Hoje o bloqueio terá a duração de 2h.

 ANDRÉ MAGGI 

O coordenador, Jaciel Boeno também se mostra revoltado com a situação dos invasores do residencial André Maggi. O MLT esteve dando apoio aos invasores durante uma manifestação de bloqueio na rua Arnaldo Estevan, onde fica localizada uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) na manhã de ontem (18), para protestar contra a decisão da Justiça de que eles devem desocupar o residencial.

Leia também:  Abate de bovinos recua 4,17%, mas economistas acreditam em reversão de queda

“Nós do movimento nunca apoiamos ninguém, mas em forma de carinho apoiamos os moradores do André Maggi. As casas estão abandonadas então devem ser ocupadas. Caso não resolvam vamos fechar as duas agências da Caixa Econômica Federal (CEF) nem que precisamos fechar Rondonópolis inteiro” afirma o coordenador.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.