Pelo menos oito figuras políticas do estado de Mato Grosso fazem parte de uma lista de deputados e senadores com pendências e acusações criminais do Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria ainda está na política e faz parte das coligações dos candidatos a majoritária.

A coligação de Pedro Taques (PDT, PP, DEM, PSDB, PSB, PPS, PV, PTB, PSDC, PSC, PRP, PSL e PRB) é a que sai ganhando no número de aliados que estão com o nome na ‘lista negra’. O 1º deles é o ex-deputado Pedro Henry (PP) que está preso atualmente. No caso do mensalão, foi condenado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a sete anos de prisão, e a pagar R$ 932 mil em multas. Ele responde ainda ao inquérito 2913 por peculato.

Logo depois vem o deputado Nilson Leitão (PSDB). O ex-prefeito de Sinop chegou a ser preso na Operação Navalha, em 2007, quando dirigia a cidade, por suspeitas de envolvimento com a máfia das obras chefiada pelo empresário Zuleido Veras, da Construtora Gautama. Por esse motivo, responde ao inquérito 3711, por corrupção passiva. Leitão é alvo de outros sete inquéritos (3331, 3492, 3605, 3629, 3630, 3631 e 3632) no Supremo por formação de quadrilha, crimes de responsabilidade e da lei de licitações.

Leia também:  "Derramo meu sangue por um companheiro" diz deputado após fazer tatuagem com nome de Temer

Os irmãos Jayme e Júlio Campos, ambos do DEM também estão na lista. O 1º é réu em duas ações penais (460 e 607) por crimes contra a fé pública e contra a honra. É investigado ainda em três inquéritos (2606, 3415 e 3427) por peculato, crimes da Lei de Licitações e de responsabilidade. Na 1ª ação penal, é acusado de permuta fraudulenta de terras devolutas no norte do estado, em 1994.

Já Júlio, foi denunciado no inquérito 3162 pela Procuradoria-Geral da República como mandante de dois assassinatos. O geólogo Nicolau Haraly e o empresário Antônio Ribeiro Filho foram mortos em São Paulo após questionarem a transferência fraudulenta da fazenda Cedrobom. Segundo a acusação, a propriedade foi transferida para pessoas que admitiram ser “laranjas” do deputado. Júlio Campos ainda é investigado por crimes eleitorais e falsificação de documento nos inquéritos 3574 e 3290.

Leia também:  Manifestantes vão pra frente de empresa de Ministro, mas se negam dialogar

O candidato ao Governo Lúdio Cabral (PT / PMDB / PROS / PR / PC do B) tem três coligados com o nome envolvido em algumas pendências, sendo eles o deputado Valtenir Pereira (PSB) que tem os inquéritos 3584 e 3653, por crimes eleitorais e da Lei de licitações. Carlos Bezerra (PMDB) é réu na ação penal 520, por peculato e violação da Lei de Licitações, é acusado de ter montado um esquema que desviou, em benefício próprio e de terceiros, mais de R$ 100 milhões do INSS, em 2004, quando presidia o órgão. É alvo, ainda, do inquérito 3128 por crimes eleitorais. O deputado Wellington Fagundes (PR), candidato ao Senado pela coligação, responde pelo inquérito de número 3496 que se refere a peculato.

Leia também:  Pátio adianta que asfalto do Universitário pode custar mais de R$ 30 milhões

José Geraldo Riva (PSD) tem apenas um de seus coligados na lista do STF, sendo ele o deputado Eliene Lima (PSD) que responde a Ação penal 717 (crimes contra o meio ambiente). A Operação Jurupari investigou desmatamento e comércio ilegal de madeiras retiradas de áreas de proteção ambiental em Mato Grosso. Eliene Lima responde ainda a cinco inquéritos. Três deles (2667, 2678, 2950) são por crimes eleitorais. Os outros são por crimes contra o meio ambiente (3681) e peculato (3552).

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.