A produção industrial caiu 1,4% em junho, na comparação com o mês anterior, quando tinha recuado 0,8%, na série com ajustes sazonais. Os dados constam de pesquisa divulgada nesta sexta-feira (01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aliás, foi o quarto resultado negativo no confronto mensal. As 21 instituições consultadas pelo Valor Data previam um recuo médio maior, de 2,4%. O intervalo das estimativas ficou entre baixa de 1,3% e decréscimo de 4%.

Na comparação com junho de 2013, a produção industrial brasileira cedeu 6,9%, a quarta queda consecutiva e a mais forte desde setembro de 2009, quando diminuiu 7,4%. No primeiro semestre, o setor encolheu 2,6% e, em 12 meses, caiu 0,60%.

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“A queda de 1,4% da atividade industrial na passagem de maio para junho teve predomínio de resultados negativos, alcançando as quatro grandes categorias econômicas e 18 dos 24 ramos pesquisados”, observou o IBGE em nota.

Respeitando o comparativo mensal, houve baixa de 9,7% na produção de bens de capital, a mais intensa nesta base de comparação desde dezembro de 2013. A produção de bens intermediários caiu 0,1%, enquanto a de bens de consumo duráveis recuou 24,9% — a maior queda da série, iniciada em 2002. A produção de bens de consumo semi e não duráveis cedeu 1,3%.

Entre as atividades, as principais influências negativas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-12,1%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-29,6%).

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Em relação a junho de 2013, a produção de bens de capital caiu 21,1%, a de bens de consumo duráveis recuou 34,3% e a de bens de consumo semi e não duráveis caiu 3%. A produção de bens intermediários diminuiu 2,9%.

“Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 36,3%, exerceu a maior influência negativa na formação da média da indústria, pressionada em grande parte pela menor fabricação de automóveis, de caminhões, de caminhão-trator para reboques e semirreboques, de autopeças e de veículos para transporte de mercadorias”, apontou o IBGE.

De janeiro a junho, a produção de bens de capital apresentou baixa de 8,3%, a de bens intermediários recuou 2,2%, enquanto a de bens de consumo duráveis declinou 8,6%, mas a dos bens de consumo semi e não duráveis registrou avanço, de 0,3%.

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Novamente, sobressaiu entre as atividades o ramo de veículos automotores, reboques e carrocerias, com queda de 16,9%.

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