Procurar no meio de um holocausto quem foi o responsável por ele, não representa muita coisa.

Um holocausto que vem ceifando vidas inocentes de mulheres, idosos e principalmente de crianças indefesas, descobrir nesta altura da tragédia de quem é a culpa, pouco representará para as vidas que já foram ceifadas.

Às famílias que perdem todos os dias seus entes queridos, pouco importa se Israel ou a Palestina tem um ou outro, razão no conflito que se perpetua por décadas no Oriente Médio.

Não tento fazer deste artigo analise desse confronto, até por que nunca fui analista ou comentarista de enfrentamento internacional, escrevo sobre os fatos que leio e vejo diuturnamente na mídia, fatos estes que ao vê-los, não precisa ser nenhum analista internacional para se comover com o massacre que o mundo vê.

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Não me interessa saber quem está com a razão. Pouco me importa se Judeus ou Palestinos a tem.

Importa a qualquer cidadão nascido e criado em um país “anão diplomático”, mas que tem no peito um coração de carne e sangue diferentemente de muitos que nesse lugar carregam bombas, se penalizar e se solidarizar com esse povo palestino massacrado e triturado por armas potentes sem ter a mínima chance de se defender.

Falo também dos foguetes lançados todos os dias por esse mesmo povo, instigando e provocando um tigre enorme, com dentes afiadíssimos e com vontade de matar.

Os erros, as provocações, os insultos e as intransigências vem de ambos os lados.

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Será quem em 1947, Osvaldo Aranha o brasileiro que presidia a ONU e dividiu o Estado da Palestina em dois, criando o Estado Judeu poderia imaginar que estaria “gerando” um monstro, uma verdadeira maquina de matar?

Este homem, nascido neste pequeno “anão diplomático” talvez esteja “remoendo” no túmulo ao ver que, no país que criou, matam de maneira indiscriminalizada, velhos, mulheres e crianças.

As lutas de ambas as partes merecem considerações. Inconcebível é o uso das potentes armas usadas por Israel numa demonstração de força incabível, tentando esfacelar uma raça.

Gente, eu que lá estive e pude ver pessoalmente a ira como se tratam Judeus e Palestinos, não dá pra conceber que esse holocausto acontece nas terras onde Jesus andou, pregando a paz, a concórdia e proclamando a boa convivência entre os povos.

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Não adianta procurar culpados. Adianta exigir a suspensão imediata dos bombardeios de ambos os lados.

Será que ainda veremos o lobo jantando com o cordeiro?

 

Eduardo Póvoas

Pós Graduado Pela UFRJ

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