O ex-analista da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, Edward Snowden, recebeu permissão de residência por três anos na Rússia por parte do governo local, informou seu advogado nesta quinta-feira (7).

“A decisão sobre a solicitação foi tomada e a partir de 1º de agosto de 2014 Edward Snowden recebeu uma permissão de residência de três anos”, disse Anatoly Kucherena. Esta nova autorização permitirá que ele viaje ao exterior, explicou. “No futuro, o próprio Edward tomará a decisão sobre se ficará e buscará cidadania russa ou irá para os Estados Unidos.”

Ele disse que Snowden pode buscar a cidadania em 2018, após morar na Rússia por cinco anos, mas acrescentou que o norte-americano ainda não decidiu se quer ficar ou ir embora.

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O porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, Ned Price, disse que Snowden precisava retornar aos EUA e enfrentar acusações relacionadas aos vazamentos de informação.

“O sr. Snowden enfrenta acusações aqui nos Estados Unidos. Ele deve retornar aos EUA assim que possível, onde será submetido a todo o processo devido e proteções”, disse Price.

Kucherena disse que Snowden estava estudando russo e tinha um emprego na área de TI, mas não forneceu mais detalhes. “Ele é um especialista de TI de alta classe”, disse.

O advogado disse que a segurança de Snowden era levada a sério, e que ele utiliza guardas particulares para sua proteção.

O tom das declarações vindas dos Estados Unidos, incluindo do Departamento de Estado, sugere que sua segurança esteja em risco, mesmo na Rússia, disse Kucherena.

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Kucherena, no passado, expressou preocupações de que Snowden possa estar em perigo por causa de sua experiência no setor de inteligência e pelo fato de os EUA desejarem que ele seja levado a julgamento.

O local de residência de Snowden não foi revelado, e poucas imagens dele foram divulgadas na imprensa.

Os vazamentos de Snowden, que teria levado 1,7 milhão de documentos digitais com ele, revelou grandes programas executados pela NSA que reuniam informações sobre centenas de milhões de emails, telefonemas e uso de Internet de cidadãos norte-americanos e de outros países, incluindo o Brasil.

Ele foi acusado no ano passado, nos EUA, de roubo de propriedade do governo, comunicação não autorizada de informação de defesa nacional e comunicação intencional de inteligência confidencial para um indivíduo não autorizado.

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