A boa atuação de Tiago Splitter na derrota para os EUA, ao anotar 16 pontos e acertar oito de nove arremessos em quadra, tem um motivo a mais para ser lembrada. Sua regularidade na partida veio diante da seleção que melhor defende no basquete mundial e, muitas vezes, adotando marcação dobrada. Essa fiscalização não é nenhuma novidade para o jogador, que vem pagando pelo preço da fama, assim como Nenê e Varejão.

Considerado um dos garrafões mais fortes do mundo atualmente, o Brasil tem sofrido com sistemas defensivos bem fechados, em uma tática de evitar o um contra um. A tendência é de que esse cenário permaneça durante a Copa do Mundo da Espanha entre os dias 30 de agosto e 14 de setembro. O atual campeão da NBA com o San Antônio Spurs sabe disso e está preparado para fazer o papel de armador, distribuindo bolas para quem estiver livre para o chute.

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– Quase em todos os jogos que estamos fazendo agora temos recebido marcação dupla. Acaba que sobra um jogador e precisamos saber encontrá-lo livre. Não é muito difícil fazer isso, mas no calor do jogo fica mais complicado. Acho que todo mundo tem essa capacidade, Nenê passa muito bem, Anderson também sabe jogar muito bem nessa posição. Vai ser uma das armas do time, nós estamos mostrando isso. Nossa capacidade é boa, mas todo mundo tem que jogar bem para fazer um bom campeonato – salientou.

Na coletiva de imprensa após a derrota por 95 a 78, o pivô mostrou seu aborrecimento com o basquete mostrado na quadra do United Center e lamentou a seleção ter falhado em um dos seus principais quesitos.
– Não fizemos um jogo que gostamos. Tivemos altos e baixos, não controlamos o rebote, algo que costumamos fazer. Muitas bolas perdidas, que nos pressionaram muito. Temos que saber controlar isso e melhorar. Vamos treinar mais e saber que no dia a dia vamos estar melhores para o Mundial – completou.

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DIFERENÇA FÍSICA

Titular na derrota para os EUA, o ala Marquinhos apontou outro fator, além da falta de consistência e rebotes, para o revés. A qualidade do time americano somada ao poderio físico foram determinantes para o placar, na visão do jogador.

– Primeiro de tudo é que o time deles é muito bom. Isso ninguém pode negar. Foi um jogo complicado, em que eles sobraram fisicamente, abriram vantagem e administraram. Remamos, remamos, mas quando chegávamos perto, eles abriam de novo. Ficava mais difícil repetir tudo de novo – admitiu.

A atuação do versátil Anthony Davis, cestinha do duelo com 20 pontos, foi destacada pelo ala.

– Eles colocaram um cara que faz as posições 3 e 4. Ele abre e fecha com muita facilidade, o que fica muito difícil de defender. Têm dois armadores, vários chutadores muito bons. É complicado. Temos que pegar o vídeo do jogo e ver o que temos que fazer até o Mundial – finalizou.

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